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Abelhas demonstram reconhecer rostos humanos, aponta pesquisa

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Estudo divulgado na revista The Company of Biologists indica que abelhas são capazes de identificar rostos humanos com precisão, utilizando um tipo de processamento visual semelhante ao dos mamíferos. Os testes, conduzidos em ambiente controlado, desafiam a ideia de que cérebros diminutos limitam tarefas cognitivas complexas.

Como o experimento foi conduzido

Pesquisadores submeteram colônias de abelhas a sessões de treinamento em que fotografias de pessoas eram associadas a recompensas de água com açúcar. Durante essa fase:

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  • Imagens em alta resolução foram exibidas para evitar distorções;
  • A sacarose funcionou como reforço positivo para estimular a memorização;
  • Rostos semelhantes foram introduzidos para testar o nível de detalhamento visual.

Após o condicionamento, as recompensas foram retiradas. Mesmo assim, os insetos continuaram a voar em direção às faces previamente associadas ao alimento, ignorando imagens desconhecidas. O resultado confirmou a retenção de informações visuais por vários dias sem necessidade de reforço.

Visão configuracional

De acordo com a equipe, as abelhas utilizam “visão configuracional”, estratégia que considera a posição relativa entre olhos, nariz e boca em vez de pontos isolados. Esse método, habitual em humanos, reforça a hipótese de que a organização espacial é fundamental para o reconhecimento facial em diferentes espécies.

Eficiência neural

Apesar de possuírem cerca de um milhão de neurônios — número muito inferior ao dos seres humanos —, as abelhas mostraram capacidade de:

  • Diferenciar rostos com traços muito similares;
  • Armazenar memórias visuais de longo prazo;
  • Ajustar comportamento na ausência de recompensas.

Os pesquisadores destacam que tais habilidades são úteis na natureza para localizar flores específicas e pontos de referência. A adaptação desse mecanismo para reconhecer humanos evidencia a versatilidade cognitiva desses polinizadores.

Observações adicionais relatam que as abelhas apresentam respostas comportamentais comparáveis a emoções básicas, tornando-se mais “otimistas” após surpresas positivas e demonstrando aptidão para resolver problemas simples, como manipular objetos em busca de alimento.

As conclusões do estudo reforçam a necessidade de considerar a complexidade desses insetos em políticas de conservação, dado o papel essencial que desempenham no equilíbrio dos ecossistemas.

Com informações de Olhar Digital

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