Zelensky reconhece divergências com EUA e cobra garantias de segurança duradouras

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, admitiu nesta sexta-feira (16/1) que Kiev e Washington divergem em pontos-chave das tratativas para pôr fim à guerra com a Rússia. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa ao lado do presidente da República Tcheca, Petr Pavel.

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“Não estamos em sintonia em várias questões”, afirmou Zelensky, que ressaltou manter a iniciativa diplomática, mas rejeitou qualquer acordo que comprometa a segurança do país. O pronunciamento ocorre em meio ao aumento da pressão internacional por um cessar-fogo e após críticas do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, que atribuiu à Ucrânia parte da paralisação das negociações — avaliação repercutida pelo Kremlin.

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Forças Armadas e financiamento

Um dos principais pontos de tensão é o tamanho futuro do Exército ucraniano. Zelensky defende a manutenção de aproximadamente 800 mil soldados para evitar o ressurgimento do conflito após um eventual acordo. Segundo ele, o orçamento nacional não comporta esse contingente sem apoio externo.

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“Precisamos de dinheiro para manter esse exército. Não são apenas palavras, são verbas específicas, por um número específico de anos. A Ucrânia não terá esses fundos em seu orçamento”, disse. Caso os recursos não sejam garantidos, o país terá de escolher entre acelerar a reconstrução ou sustentar tropas em larga escala, alertou o presidente.

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Garantias além de líderes

Zelensky também criticou a dependência de compromissos pessoais entre chefes de Estado. Para ele, as garantias de segurança devem ser estáveis, válidas independentemente de quem ocupe a Casa Branca ou o Kremlin. “Precisamos ter clareza de que a guerra não recomeçará em um ou dois anos, ou após o fim do mandato do presidente Trump. As garantias devem estar baseadas no povo ucraniano, não em líderes mundiais”, declarou.

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O líder ucraniano concluiu que o encerramento das hostilidades é “apenas o primeiro passo” e enfatizou a necessidade de financiamento externo tanto para a reconstrução quanto para a manutenção de um Exército forte.

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Com informações de Metrópoles

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