Vômito fossilizado revela novo pterossauro filtrador de 110 milhões de anos no Ceará

Um bloco de rocha guardado há décadas no Museu Câmara Cascudo, em Natal (RN), trouxe à luz uma descoberta inédita: a espécie de pterossauro Bakiribu waridza, que viveu há cerca de 110 milhões de anos. O achado, descrito na revista Scientific Reports nesta segunda-feira (10), marca o primeiro réptil voador filtrador já registrado em regiões tropicais e o primeiro representante do grupo arqueopterodactiloide na Formação Romualdo, na Bacia do Araripe (CE).

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Fóssil de vômito

O material analisado é uma regurgitalite – massa de vômito fossilizada – que reúne fragmentos de ossos do pterossauro e restos de quatro peixes orientados na mesma direção. A disposição uniforme dos fósseis indica que presas foram engolidas e, em seguida, expelidas por um predador, possivelmente um dinossauro espinossaurídeo.

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Características do Bakiribu waridza

Com mandíbulas alongadas e densas fileiras de dentes finos, o Bakiribu possuía entre 440 e 560 dentes, numa densidade de 17,6 dentes por centímetro. As coroas subquadrangulares e a implantação acrodonte distinguem a espécie dentro da família Ctenochasmatidae. Essas adaptações sugerem alimentação por filtragem de plâncton e micropeixes, comportamento semelhante ao do parente argentino Pterodaustro.

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Nome indígena e contexto geológico

O nome combina termos do povo Kariri: bakiribú (“pente”) e waridzá (“boca”), alusão à dentição peculiar. O fóssil procede da Formação Romualdo, unidade do Grupo Santana amplamente estudada na Bacia do Araripe, reconhecida por preservar ecossistemas tropicais do Cretáceo.

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Cena de predação congelada no tempo

A ausência de marcas de corrosão digestiva nos ossos indica regurgitação imediata após a ingestão. Para os pesquisadores da UFRN, URCA e USP, o predador teria consumido o pterossauro antes dos peixes e expelido parte da refeição devido ao desconforto causado por ossos e dentes.

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Imagem: Scientific Rets

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A descoberta amplia o entendimento sobre a evolução dos pterossauros filtradores no Gondwana e oferece um raro registro direto de interações ecológicas no antigo ambiente tropical do Araripe.

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Com informações de Olhar Digital

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