O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), declarou nesta segunda-feira (16/3) que não dispõe de provas de que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, recebia uma mesada de R$ 300 mil paga por Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, investigado por fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social.
Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, Viana afirmou que a CPMI trabalha apenas com o depoimento de uma testemunha que relata o suposto pagamento, mas não conseguiu obter documentos que confirmem a informação. Segundo o senador, a base governista impediu a comissão de acessar dados como quebra de sigilo bancário e registros de voos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
“Eu não posso dizer que o filho do presidente tenha culpa, porque não temos a prova”, disse Viana. Ele acrescentou que o governo estaria promovendo uma “blindagem” a Lulinha e dificultando o avanço das investigações.
A CPMI chegou a aprovar a quebra de sigilo de Lulinha, mas a medida foi suspensa pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado entendeu que o colegiado não analisou individualmente cada um dos requerimentos apresentados, o que, segundo Viana, inviabilizou a continuidade das apurações.
Mais cedo, a defesa de Lulinha confirmou que o empresário viajou a Portugal em novembro de 2024 ao lado de Antunes para visitar uma fábrica de produtos de cannabis medicinal. Os advogados negam qualquer envolvimento do filho do presidente nas fraudes do INSS e afirmam que a visita não resultou em parceria comercial. A defesa também declarou não saber se os custos da viagem foram arcados por Antunes ou pela empresa portuguesa.
Até o momento, não há novos requerimentos aprovados pela comissão que permitam acesso a documentos financeiros ou de viagens de Lulinha.
Com informações de Metrópoles
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