Valdemar Costa Neto afirma que Moraes só deve liberar Bolsonaro após as eleições

São Paulo — O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, declarou nesta segunda-feira (23/2) que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deverá manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em regime fechado pelo menos até depois das eleições municipais de outubro.

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Bolsonaro está preso desde 15 de janeiro no Batalhão da Polícia Militar anexo ao Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília — estrutura apelidada de “Papudinha”. Antes disso, permaneceu detido na Superintendência da Polícia Federal da capital federal, para onde foi levado em 22 de novembro do ano passado.

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Durante jantar do grupo Esfera Brasil em um restaurante na zona oeste paulistana, Valdemar comentou que, caso o PL não conquiste vitórias nas urnas, o ex-chefe do Executivo pode continuar detido por mais oito anos. Segundo ele, mesmo com os problemas de saúde alegados por Bolsonaro — como crises de soluço, sarna e consequências da facada sofrida em 2018 —, Moraes “não deverá autorizá-lo a voltar para casa” antes do pleito.

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O encontro contou ainda com a presença de Antonio Rueda, presidente do União Brasil.

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Campanha de 2026

Valdemar também discorreu sobre a pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Para que a iniciativa ganhe força, avaliou, é fundamental o engajamento de três nomes: o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG); e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF), que, conforme o dirigente partidário, possui capilaridade nacional.

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Tensão familiar

Nos últimos dias, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), que vive nos Estados Unidos há cerca de um ano, usou as redes sociais para criticar a suposta falta de empenho de Michelle na pré-campanha de Flávio. Valdemar afirmou que o desentendimento está “se dissipando”. Ele lembrou que, antes da escolha do senador como pré-candidato, apenas Jair Bolsonaro, Tarcísio e Michelle eram vistos pela sigla como nomes capazes de enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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“Ela se destacou muito. O problema é que precisa levar a comida do Bolsonaro todos os dias e não foi consultada sobre a decisão de lançar Flávio. Mas isso está se ajustando”, disse o dirigente, acrescentando que conversas em Brasília deverão consolidar o apoio da ex-primeira-dama à campanha.

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Com informações de Metrópoles

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