União Europeia divulga 20º pacote de sanções e endurece pressão econômica contra a Rússia

A Comissão Europeia apresentou nesta sexta-feira, 6 de fevereiro, o 20º pacote de sanções contra a Rússia, reforçando restrições nos setores de energia, finanças e comércio para tentar conter o esforço de guerra de Moscou na Ucrânia.

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Energia

O novo conjunto de medidas estabelece a proibição total de serviços marítimos para o petróleo russo, em coordenação com o G7. Além disso, 43 navios foram acrescentados à lista de embarcações bloqueadas, elevando para 640 o número total de unidades sancionadas por participarem do transporte de produtos sujeitos a restrições.

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O pacote também veta a compra de petroleiros, restringe serviços a navios-tanque de gás natural liquefeito (GNL) e a quebra-gelos, e reforça limites já impostos à importação de GNL russo, dentro da estratégia energética RepowerEU, que busca reduzir a dependência do bloco de combustíveis fósseis provenientes da Rússia.

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Comércio e indústria

Novas proibições de exportação atingem produtos como itens de borracha, tratores e equipamentos ligados à segurança cibernética. No sentido inverso, a UE amplia restrições sobre a importação de metais, produtos químicos e minerais críticos.

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O pacote também aperta o controle sobre bens de uso dual, com potencial aplicação militar, e estabelece uma cota para a entrada de amônia, insumo essencial para a indústria de fertilizantes.

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Sistema financeiro e criptomoedas

No setor bancário, o bloco sanciona 20 bancos regionais russos e mira empresas e plataformas de criptomoedas acusadas de ajudar Moscou a driblar medidas anteriores. A Comissão Europeia incluiu ainda restrições a instituições financeiras de países terceiros que facilitem comércio ilícito com a Rússia, ampliando o alcance extraterritorial das sanções.

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Próximos passos

Para entrar em vigor, o 20º pacote precisa do apoio unânime dos 27 Estados-membros, requisito formal para a aprovação de qualquer sanção no bloco.

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O anúncio foi feito pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que afirmou que as medidas visam aumentar “a pressão econômica sobre a máquina de guerra da Rússia”.

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Com informações de Metrópoles

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