O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou na segunda-feira, 2 de março, uma nova resolução que regula a propaganda das eleições de 2026 e impõe restrições ao uso de inteligência artificial.
Pelo texto, fica vedada a publicação, republicação ou impulsionamento de conteúdos criados ou alterados por IA nas 72 horas anteriores ao dia da votação e nas 24 horas posteriores ao encerramento da apuração. Caso a regra seja descumprida, as plataformas deverão remover o material ou suspender o serviço imediatamente, seja por iniciativa própria ou por ordem judicial.
A resolução determina que qualquer peça de campanha que utilize tecnologia de IA para criar, substituir, omitir, mesclar ou sobrepor imagens ou sons deve trazer aviso claro, destacado e acessível informando o recurso empregado.
Provedores de inteligência artificial ficam proibidos de ranquear, recomendar, sugerir ou priorizar candidatos, partidos, federações ou coligações. Também não poderão opinar, indicar preferência ou direcionar votos, inclusive por respostas automatizadas, mesmo quando solicitadas pelos usuários. Essas empresas terão de elaborar plano de conformidade voltado à proteção da integridade do processo eleitoral.
O texto, aprovado por unanimidade, também:
A norma atualiza resolução de 2019, preservando dispositivos voltados ao combate à desinformação, como:
Relator da proposta, o ministro Nunes Marques afirmou que as mudanças não comprometem liberdades individuais e que o objetivo é “permitir o florescimento do debate eleitoral, garantindo a livre manifestação do eleitorado”.
As novas regras entram em vigor para a campanha de 2026, abrangendo candidatos, partidos, federações, coligações, empresas de tecnologia e eleitores.
Com informações de G1
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