TSE retoma julgamento de resoluções que vão balizar eleições de outubro

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) volta a analisar nesta segunda-feira, 2 de março, o conjunto de resoluções que detalhará a aplicação da legislação nas eleições marcadas para 4 de outubro. Relator das propostas, o ministro Nunes Marques preside a sessão e assumirá a chefia da Corte durante o pleito. A lei eleitoral determina que todas as normas estejam aprovadas até 5 de março.

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O que já foi decidido

Na sessão de quinta-feira (26/2), o tribunal aprovou sete resoluções sobre:

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  • arrecadação, gastos e prestação de contas de partidos e candidatos;
  • cronograma do cadastro eleitoral;
  • transporte de eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida;
  • gestão e distribuição do fundo eleitoral;
  • pesquisas de intenção de voto;
  • atos gerais do processo eleitoral;
  • sistemas de votação, totalização de votos e proclamação de resultados.
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Também foi ratificada a norma que organiza a preparação da votação e a apuração. Entre os pontos definidos estão:

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  • eleitores precisam ter 16 anos completos até 4 de outubro para votar em qualquer turno;
  • eventuais remanejamentos de seções em territórios indígenas ou quilombolas dependem de consulta às comunidades;
  • eleitores protegidos por medidas judiciais, como as previstas na Lei Maria da Penha, podem ser dispensados da função de mesário;
  • comunidades indígenas e quilombolas terão transporte garantido, sem limite geográfico municipal;
  • dever de oferecer transporte a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
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A resolução manteve regras vigentes em pleitos anteriores, como voto em trânsito, votação de brasileiras e brasileiros no exterior, proibição de armas para CACs nas 24 horas que antecedem e sucedem o pleito e vedação ao porte de celulares ou câmeras na cabine de votação.

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Temas que ainda serão votados

Sete textos permanecem em análise. Eles tratam de propaganda eleitoral, calendário do processo, apuração de irregularidades e registro de candidaturas.

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Direitos de eleitoras e eleitores

Um dos documentos reúne obrigações, garantias, proibições e penalidades para o eleitorado. O texto abrange orientações sobre regularização do título, emissão da primeira via, voto em trânsito, prioridade de atendimento a grupos específicos e procedimentos para quem reside no exterior.

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Propaganda eleitoral

A minuta proíbe propaganda — gratuita ou paga — em perfis de redes sociais de pessoas jurídicas e órgãos oficiais. O impulsionamento digital segue autorizado, mas o valor pago deverá aparecer de forma visível na peça. Plataformas deverão remover publicações que ataquem o sistema de votação ou incentivem atos antidemocráticos sem necessidade de ordem judicial. A exclusão de perfis ficará restrita a usuários comprovadamente falsos, bots ou contas usadas para a prática de crimes.

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Calendário eleitoral

Outra resolução definirá datas-chave:

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  • Desincompatibilização: afastamento de autoridades entre três e seis meses antes de 4 de outubro; para alguns cargos, o prazo final é início de abril;
  • Registro de estatutos: partidos e federações que lançarão candidatos devem registrar seus estatutos no TSE até o começo de abril;
  • Domicílio eleitoral e renúncia para disputar outro cargo: também até o início de abril;
  • Regularização do eleitorado: alistamento, transferência ou atualização do cadastro até 6 de maio;
  • Convenções partidárias: de 20 de julho a 5 de agosto;
  • Registro de candidaturas: até 15 de agosto;
  • Início da propaganda: 16 de agosto nas ruas e na internet; no rádio e na TV, 35 dias antes da antevéspera do pleito.
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Eleições de 2026

No primeiro turno, marcado para 4 de outubro, o eleitorado escolherá presidente da República, 27 governadores, 54 senadores, 513 deputados federais, 1.035 deputados estaduais e 24 distritais. Caso necessário, o segundo turno ocorrerá em 25 de outubro.

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As sessões desta segunda-feira devem definir as últimas regras e permitir que a Justiça Eleitoral publique todas as resoluções dentro do prazo legal.

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Com informações de G1

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