Washington (EUA) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, que o governo norte-americano adotará alguma medida para incorporar a Groenlândia, território autônomo sob domínio da Dinamarca. A afirmação foi feita após reunião com executivos do setor de petróleo e gás no Salão Leste da Casa Branca.
“Vamos fazer algo na Groenlândia, gostem eles ou não. Se não fizermos, Rússia ou China irão tomar a ilha, e não queremos esses países como vizinhos. Eu gostaria de um acordo, do jeito fácil, mas, se necessário, será do jeito difícil”, disse Trump.
Em meio às declarações, o presidente colocou em dúvida o direito histórico da Dinamarca sobre a ilha. “Sou um grande fã da Dinamarca, mas o fato de um barco deles ter aportado lá há 500 anos não significa que sejam donos da terra”, afirmou.
Segundo fontes da administração norte-americana, diferentes cenários estão sendo analisados, incluindo a compra da Groenlândia. O secretário de Estado, Marco Rubio, defendeu publicamente essa alternativa em encontros com parlamentares republicanos. A Casa Branca não descarta o uso de força militar.
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, alertou que qualquer ataque à ilha inviabilizaria a continuidade da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Embora a Groenlândia goze de direito à autodeterminação e possa optar por independência via referendo, a política externa e a defesa permanecem sob responsabilidade dinamarquesa.
Localizada no Ártico, a Groenlândia abriga uma base militar dos EUA voltada à defesa antimísseis. A região também possui reservas de minerais estratégicos e potencial de petróleo e gás, além de novas rotas marítimas que surgem com o derretimento do gelo.
A fala de Trump soma-se a uma série de ações externas adotadas pelo governo na mesma semana. No dia 3 de janeiro, forças especiais norte-americanas capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro em operação que incluiu bombardeios e incursões terrestres. Dias depois, Trump anunciou ataques terrestres contra cartéis de drogas no México, contrariando a presidente Claudia Sheinbaum. O republicano também acusou o presidente colombiano Gustavo Petro de vínculos com o narcotráfico, sugerindo possível operação militar.
Desde setembro de 2025, os EUA intensificaram bombardeios com drones e armamentos navais contra embarcações no Caribe e no Pacífico oriental, alegando combate a organizações narcoterroristas, o que resultou em dezenas de mortes.
Com informações de Metrópoles
Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!
Esta página foi gerada pelo plugin
Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!