Toffoli deixa relatoria do inquérito sobre o Banco Master; Mendonça assume caso

Brasília – 12/02/2026. Após duas reuniões reservadas com os demais ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Dias Toffoli renunciou à relatoria do inquérito que apura fraudes no Banco Master. O sorteio eletrônico definiu o ministro André Mendonça como novo responsável pelo processo.

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Em nota conjunta, os integrantes da Corte declararam não haver “suspeição ou impedimento” que atingisse Toffoli, mas ressaltaram que a saída dele visa “o bom andamento dos processos” e a preservação da imagem institucional do STF. O texto também registra apoio pessoal ao colega e afirma que o ex-relator atendeu a todas as solicitações da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR).

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Pressão após relatório da PF

A permanência de Toffoli tornou-se delicada depois que a PF encaminhou ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, um extenso relatório detalhando suposta proximidade entre o magistrado e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Master. Mensagens extraídas do celular do investigado mencionariam pagamentos a Toffoli e contatos diretos entre ambos.

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No documento, a PF cita o artigo 33 da Lei Orgânica da Magistratura e aponta indícios de possível crime, sugerindo o envio do caso à PGR para avaliação de abertura de inquérito. Fachin já repassou o material ao órgão, que decidirá sobre eventual investigação formal.

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Negócios sob questionamento

Toffoli admitiu ser acionista da Maridt, empresa familiar que, em 2021, vendeu parte de um resort à gestora de recursos Arllen, ligada a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Outra parcela foi alienada em fevereiro de 2025 à PHD Holding. O ministro sustenta que todas as transações ocorreram dentro da lei e foram declaradas à Receita Federal.

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Mesmo com a explicação, colegas de Corte avaliaram que a ligação comercial configurava potencial conflito de interesses, recomendando o afastamento voluntário para evitar questionamentos futuros e garantir a validade dos atos já praticados no inquérito.

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Reuniões decisivas

Convocados por Fachin, os onze ministros se reuniram por mais de duas horas no fim da tarde desta quinta-feira (12) e voltaram a se encontrar à noite por cerca de 30 minutos. Ao deixar o tribunal, Toffoli limitou-se a dizer que o encontro teve clima “excelente”.

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Antes da decisão, o ministro havia resistido à ideia de abandonar a relatoria. Caso fosse declarado suspeito, todas as medidas que autorizou — como depoimentos, quebras de sigilo e apreensões de dispositivos — poderiam ser anuladas, comprometendo a investigação.

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Possíveis desdobramentos

No governo, auxiliares do Palácio do Planalto avaliavam como insustentável a continuidade de Toffoli no caso. Nos bastidores, chegou-se a cogitar renúncia ou aposentadoria antecipada, o que abriria outra vaga no STF para indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O cenário é acompanhado de perto pelo Senado, onde nomes como o do advogado-geral da União, Jorge Messias, e o do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, são mencionados para eventual sucessão.

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Com a saída de Toffoli da relatoria e o arquivamento da arguição de suspeição aberta por Fachin, o inquérito prosseguirá agora sob responsabilidade de André Mendonça, mantendo-se válidas as provas já coletadas.

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Com informações de Gazeta do Povo

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