O Tocantins deu mais um passo para que o Hospital de Amor assuma, de forma integral, o atendimento oncológico oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado. A negociação avançou em audiência administrativa realizada na terça-feira (28), na sede do Ministério Público do Tocantins (MPTO), em Palmas.
Durante a reunião, conduzida pela promotora de Justiça Araína Cesárea, ficou acertado um cronograma de encontros técnicos para monitorar cada etapa da mudança. O próximo será em 27 de novembro, às 14h30, novamente no MPTO. O seguinte ocorrerá em 17 de dezembro, às 14h30, já na futura sede do Hospital de Amor na capital.
Os participantes também acordaram a criação de um Comitê de Transição que irá acompanhar fluxos operacionais, prazos e demais ajustes necessários para a transferência completa do serviço.
Estiveram presentes o presidente do Hospital de Amor, Henrique Prata; o secretário estadual de Saúde, Vânio Rodrigues de Souza; representantes da Procuradoria-Geral do Estado, da Defensoria Pública, do Conselho Estadual de Saúde, do Hospital Geral de Palmas (HGP) e técnicos da Secretaria da Saúde.
A equipe do Hospital de Amor detalhou a infraestrutura que será disponibilizada no Tocantins. A unidade principal já conta com tomógrafo, aparelho de ressonância magnética e equipamento de hemodinâmica instalados. Um acelerador linear para radioterapia aguarda a licença final da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) para entrar em operação.
O projeto prevê suporte adicional de uma segunda unidade contratada, com 25 leitos de internação, 10 leitos de UTI, duas salas cirúrgicas para procedimentos de maior complexidade e pronto atendimento oncológico 24 horas.
Imagem: Atitude Tocantins
O promotor Thiago Vilela, coordenador do Centro de Apoio Operacional da Saúde do MPTO, enfatizou que nenhum paciente deve ter o tratamento interrompido durante a transição. Já o secretário Vânio Rodrigues de Souza afirmou que a gestão estadual atuará com “rigor técnico e agilidade” para assegurar a continuidade dos serviços.
Henrique Prata apresentou o modelo de gestão do Hospital de Amor, baseado em dedicação integral das equipes médicas e uso de tecnologias para cirurgias menos invasivas. O objetivo é reduzir o envio de pacientes para Barretos (SP) e garantir tratamento completo dentro do próprio Estado.
Com o processo de contratualização em fase final e sob fiscalização permanente do MPTO, Tocantins se aproxima de uma mudança histórica na assistência oncológica pública.
Com informações de Atitude TO
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