TCU declara ilegais pensões de dependentes de ex-combatentes da Segunda Guerra e dispensa devolução de valores

O Tribunal de Contas da União (TCU) anulou, em agosto de 2025, três atos de pensão militar destinados a herdeiras de ex-combatentes da Força Expedicionária Brasileira (FEB) que atuaram na Itália durante a 2ª Guerra Mundial. Apesar de considerar irregulares os benefícios concedidos a Dolores Aula, Márcia Villa e Mariza Pereira, o órgão dispensou a restituição dos valores recebidos, por entender que os pagamentos ocorreram de boa-fé.

Leia mais

Pensão do coronel Edward Pereira

O coronel Edward Pereira foi para a reserva remunerada em 1966, após servir em zona de combate. Posteriormente, seu título foi alterado para equiparar os proventos ao soldo de general de brigada. Para o TCU, a mudança é ilegal e, por consequência, também é irregular a pensão repassada à filha Mariza Pereira.

Leia mais

Benefício dividido entre herdeiras de Antônio Villa

No caso do ex-combatente Antônio Villa, a pensão foi repartida entre as filhas Dolores e Márcia. A corte de contas verificou que ambas são coproprietárias de imóveis rurais dedicados à pecuária e já recebem aposentadorias – Dolores pelo Regime Geral de Previdência Social e Márcia como auditora fiscal federal do Ministério da Agricultura. Diante desses rendimentos, o tribunal concluiu que as duas não atendem ao critério de dependência econômica exigido para o benefício excepcional.

Leia mais

Outras revisões de benefícios militares

Em 2014, o TCU determinou ao Ministério da Defesa que elaborasse avaliação atuarial específica para pensões especiais concedidas a veteranos de campanhas do Uruguai, Paraguai, Revolução Acreana e benefícios previstos em normas como a “Lei das Sete Pragas” e o Montepio Militar, a fim de medir o impacto das despesas no Tesouro Nacional.

Leia mais

A Lei 5.315/1967 define como ex-combatente quem participou de operações bélicas da Segunda Guerra Mundial e retornou à vida civil. Já a Lei 3.765/1960 assegura pensão especial, correspondente ao soldo de 2º sargento, a veteranos das campanhas do Uruguai, do Paraguai, da Revolução Acreana e às suas dependentes.

Leia mais

Pensão de Wanderly Bodart anulada em 2015

Em 2015, a corte de contas julgou ilegal a reversão da pensão do ex-combatente Wanderly Bodart, que havia sido dividida entre a viúva Magnólia Simões Bodart e a companheira Eunice Ferreira França. O tribunal admitiu que a pensão poderia ser paga simultaneamente se fossem comprovadas separação de fato, inexistência de decisão judicial em favor da viúva e reconhecimento judicial da união estável da companheira – requisitos que não foram atendidos. A decisão determinou a transferência integral do benefício para a viúva.

Leia mais
Leia mais

Imagem: Divulgação

Leia mais

Tomada de Contas Especial de R$ 812 mil

Em outro processo, o TCU abriu Tomada de Contas Especial contra Walquíria Guimarães, que recebeu pensão militar entre abril de 2008 e setembro de 2019 com base em decisão judicial provisória depois revogada, gerando prejuízo estimado em R$ 812 mil. O Ministério Público junto ao TCU discordou da responsabilização, afirmando que os pagamentos foram efetuados por força de determinação judicial legítima, sem má-fé da beneficiária.

Leia mais

As decisões integram a série de auditorias que o tribunal realiza para revisar benefícios concedidos a dependentes de militares que lutaram em conflitos históricos, avaliando tanto a legalidade das pensões quanto o impacto financeiro das despesas de longo prazo.

Leia mais

Com informações de Gazeta do Povo

Leia mais

Gostou deste story?

Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!

Esta página foi gerada pelo plugin

Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!

Portal Veredão