O Tribunal de Contas da União (TCU) avalia nesta terça-feira a abertura de investigação sobre a participação de autoridades federais em festas organizadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro em Trancoso (BA). O Ministério Público junto ao TCU (MPTCU) quer apurar se houve pagamento de passagens, diárias ou emprego de qualquer estrutura estatal para que agentes públicos comparecessem aos eventos, prática que caracterizaria uso indevido de recursos da União.
O apelido foi dado por frequentadores a encontros privados realizados em 2021 e 2022 numa mansão avaliada em R$ 300 milhões. Com esquema rígido de segurança e proibição de celulares, as celebrações teriam reunido empresários, investidores e representantes dos Três Poderes.
Área técnica do TCU sugeriu encerrar o processo por falta de provas de que dinheiro público bancou as viagens. Como o tribunal só atua quando há verbas federais envolvidas, a recomendação é de arquivamento. O relator, ministro Jorge Oliveira, pode, entretanto, contrariar o parecer e determinar a continuidade da apuração caso considere os indícios suficientes.
Nos bastidores, parlamentares pressionam pelo encerramento rápido do tema para evitar exposição de possíveis convidados. Já a oposição usa o episódio para reforçar o pedido de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre negócios ligados ao Banco Master, instituição liquidada que pertencia a Vorcaro.
Advogados do ex-banqueiro negam qualquer irregularidade e afirmam que relatos sobre as festas não condizem com a realidade. Segundo eles, as denúncias baseiam-se em fontes não confiáveis e visam apenas constranger publicamente o empresário.
Com informações de Gazeta do Povo
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