Tarifa única de 15% dos EUA passa a valer e reduz sobretaxas sobre produtos brasileiros

Entrou em vigor nesta terça-feira (24) a alíquota de 15% anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para todas as mercadorias importadas pelo país. O novo percentual substitui sobretaxas específicas que, em alguns casos, chegavam a 40% para produtos brasileiros.

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A medida foi divulgada no sábado (22), um dia depois de a Suprema Corte dos EUA derrubar o “tarifaço” fixado em 2025. Com a decisão judicial, barreiras extras aplicadas ao Brasil foram eliminadas, e o governo norte-americano optou por adotar uma tarifa uniforme para todas as nações.

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Reação do setor produtivo

Para a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), a taxação global aumenta a instabilidade no comércio internacional, mas mantém a competitividade relativa do país. “Mudanças sucessivas criam insegurança, porém a aplicação a todos os parceiros reduz distorções”, afirmou o presidente da entidade, Flávio Roscoe.

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Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior e sócio da consultoria BMJ, avaliou que a retirada das antigas sobretaxas “igualou” as condições entre o Brasil e outros exportadores, elevando a competitividade dos setores brasileiros que enfrentavam tarifas de até 40%.

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Na mesma linha, o presidente da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), Abrão Neto, destacou que a tarifa única representa uma queda de 50% a 40% para 15% sobre diversos itens brasileiros. Segundo estimativa da entidade, cerca de US$ 13 bilhões em vendas anuais — aproximadamente um terço das exportações do Brasil aos EUA — podem ser beneficiados.

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Efeito nas tarifas globais

Levantamento da Global Trade Alert indica que Brasil e China serão os maiores beneficiados pelos ajustes recentes. A organização calcula que a tarifa média cobrada dos produtos brasileiros cairá 13,6 pontos percentuais. China, Índia e outros emergentes também terão reduções, enquanto parceiros tradicionais dos EUA — como Reino Unido, União Europeia e Japão — enfrentarão aumentos de 0,4 a 2,1 pontos.

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A administração norte-americana já sinalizou que novas investigações comerciais podem ser abertas, o que mantém incertezas sobre a duração das regras atuais.

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Com informações de G1

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