O cenário eleitoral paulista ganhará nova versão de uma disputa já conhecida. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) foram confirmados como pré-candidatos ao Palácio dos Bandeirantes e reeditarão, nas urnas deste ano, o duelo travado em 2022.
Quatro anos depois do segundo turno em que Tarcísio venceu por 55,3% a 44,7%, ambos chegam com estatura de presidenciáveis. O chefe do Executivo paulista ostenta alta aprovação e é citado como principal nome da direita para 2026, após a inelegibilidade de Jair Bolsonaro. Já Haddad, lançado na última quinta-feira, 19 de março, em ato no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, apresenta balanço positivo à frente da Fazenda em meio a um Congresso hostil.
Em 2022, o ex-ministro da Infraestrutura era novato nas urnas, rotulado de “forasteiro” por ser carioca, e colou sua campanha a Bolsonaro. Desta vez, chega liderando todos os levantamentos eleitorais.
No governo, apostou em privatizações e conseguiu aprovar a venda da Sabesp. Para manter o eleitorado mais radical, defendeu anistia a condenados de 8 de janeiro, criticou o STF, endureceu a política de segurança pública — o que elevou a letalidade policial — e oscilou diante das tarifas impostas por Donald Trump a produtos brasileiros.
Derrotado em 2016 na capital paulista e em 2018 na disputa presidencial, Haddad partiu para o pleito estadual de 2022 liderando pesquisas, mas terminou atrás de Tarcísio no primeiro turno, 42,3% a 35,7%, e foi superado no segundo.
Nomeado por Lula para a Fazenda, enfrentou resistência do mercado, mas aprovou o novo arcabouço fiscal, a Reforma Tributária e ampliou a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até dois salários mínimos. A inflação, o PIB e o desemprego apresentaram bons indicadores no período, elogiados até por setores críticos ao PT.
A campanha de Tarcísio deve priorizar obras retomadas no estado e explorar a imagem de Haddad como responsável por aumento de impostos. O petista, por sua vez, tentará expor fragilidades na gestão paulista e questionar a lealdade do adversário a Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
O embate paulista, maior colégio eleitoral do país, ganha assim contornos nacionais e pode balizar a formação dos palanques para a sucessão presidencial de 2026.
Com informações de Metrópoles
Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!
Esta página foi gerada pelo plugin
Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!