Tarcísio critica ausência brasileira em transição democrática na Venezuela

São Paulo – O governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou que o Brasil falhou ao não assumir a liderança de um processo de transição democrática na Venezuela e considerou “equivocada” a crítica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à ofensiva norte-americana que resultou na prisão de Nicolás Maduro.

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Em entrevista concedida ao jornal O Estado de S. Paulo no fim de semana, Tarcísio disse que a omissão brasileira contribuiu para um desfecho “mais traumático” no país vizinho e diminuiu o protagonismo regional de Brasília.

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Operação dos EUA e prisão de Maduro

Maduro foi capturado na madrugada de sábado (3) durante uma ação aérea dos Estados Unidos em Caracas. O ex-líder venezuelano e a esposa, Cilia Flores, foram levados a um centro de detenção em Nova York, onde devem participar de audiência nesta segunda-feira (5). Ele é acusado de tráfico de drogas e de chefiar o chamado “Cartel de los Soles”.

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Cobrança por liderança brasileira

“O Brasil, que é a maior economia e o maior território da América do Sul, poderia ter ajudado a Venezuela a construir um processo de transição para a democracia, mas nunca cumpriu esse papel”, declarou o governador. Para ele, o governo federal tratou Maduro como “companheiro”, atitude que teria tornado o país “irrelevante” no episódio.

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Apesar de considerar possível discutir os métodos usados pelos Estados Unidos, Tarcísio argumentou que a escalada se deveu à falta de ação dos vizinhos. “Algo precisava ser feito e foi feito”, resumiu.

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Reconhecimento do novo governo

O governador defendeu que o Brasil adopte postura pragmática e reconheça o futuro governo venezuelano assim que estabelecido, a fim de contribuir para a reconstrução institucional e econômica do país.

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Imagem: Pablo Jacob

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Cenário pós-operação

Após a prisão de Maduro, a vice-presidente Delcy Rodríguez declarou-se presidente interina, enquanto as Forças Armadas mantêm controle sobre parte do território. Os Estados Unidos articulam a formação de uma nova administração.

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No plano internacional, a China pediu a libertação imediata de Maduro. Já o Itamaraty reconheceu Rodríguez como presidente interina, mas manifestou preocupação com possíveis reflexos regionais da ofensiva. Partidos de esquerda brasileiros classificaram a ação norte-americana como “precedente extremamente perigoso”.

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Para Tarcísio, o tratamento dado a Maduro pelo governo brasileiro impediu o reconhecimento do caráter autoritário do regime. “Nunca foi ditador”, criticou, referindo-se à posição oficial do Planalto.

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Com informações de Gazeta do Povo

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