A Corallus hortulanus, conhecida popularmente como suaçubóia, possui a capacidade de alterar a coloração da pele conforme a luminosidade, recurso essencial para termorregulação e camuflagem em florestas brasileiras.
O processo, chamado de metacrose, é controlado pelo sistema nervoso do animal. Células pigmentares especializadas, os cromatóforos, expandem-se ou contraem-se em questão de horas, permitindo que a serpente apresente tonalidades diferentes sem esforço consciente.
Com alta incidência de luz solar, a suaçubóia adota tons mais claros, pálidos ou amarelados. Essa coloração reflete parte da radiação solar, evitando o aquecimento excessivo do corpo.
No período noturno, a pele escurece, assumindo tonalidades amarronzadas. A mudança favorece a absorção de calor e oferece camuflagem eficaz entre sombras e troncos, ajudando tanto na caça quanto na fuga de predadores.
Imagem: inteligência artificial
Diferentemente de espécies que alteram a cor para comunicação social, a suaçubóia responde diretamente a estímulos luminosos e térmicos. Segundo estudo disponível na plataforma PubMed, essa estratégia assegura equilíbrio térmico e reduz a exposição a aves de rapina, ao mesmo tempo em que aumenta as chances de capturar presas.
Com informações de Olhar Digital
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