STJ autoriza prisão domiciliar a empresário acusado de operar esquema de propinas de R$ 1 bilhão em São Paulo

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a substituição da prisão preventiva do empresário Celso Eder Gonzaga de Araújo por prisão domiciliar. Apontado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) como lobista e operador financeiro de um esquema que teria movimentado mais de R$ 1 bilhão em propinas na Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado, Araújo estava detido desde 12 de agosto do ano passado, quando foi alvo da Operação Ícaro.

Leia mais

Na decisão assinada na quinta-feira (12), o ministro relator do caso ressaltou que o habeas corpus apresentado pela defesa tramita há mais de seis meses no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) sem análise de mérito, enquanto o investigado permanece preso. O magistrado também levou em conta laudo médico que aponta quadro de saúde grave do réu e, por razões humanitárias, autorizou a prisão domiciliar com medidas cautelares de monitoramento.

Leia mais

Conforme o STJ, o TJSP deverá julgar o pedido de habeas corpus em até 30 dias. A defesa de Celso Araújo ainda não se manifestou publicamente.

Leia mais

Valores e joias apreendidos

Durante o cumprimento de mandado de busca na residência do empresário, em Alphaville, investigadores encontraram dois pacotes com esmeraldas, R$ 1 milhão em espécie, US$ 10 mil (aproximadamente R$ 54,2 mil) e € 600. Para o MP, os itens reforçam indícios de lavagem de dinheiro e possível preparação para fuga.

Leia mais

Sete réus no processo

A Justiça paulista aceitou integralmente a denúncia do Ministério Público e tornou réus sete pessoas ligadas ao suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro:

Leia mais
  • Artur Gomes da Silva Neto, auditor fiscal – corrupção passiva e lavagem de dinheiro (preso);
  • Kimio Mizukami da Silva, mãe de Artur e dona formal da Smart Tax – lavagem de dinheiro (medidas cautelares);
  • Marcelo de Almeida Gouveia, auditor fiscal – corrupção passiva (preso);
  • Fátima Regina Rizzardi, auxiliar de Artur – corrupção passiva (medidas cautelares);
  • Maria Hermínia de Jesus Santa Clara, auxiliar de Artur – corrupção passiva (medidas cautelares);
  • Celso Eder Gonzaga de Araújo, empresário – lavagem de dinheiro (agora em prisão domiciliar);
  • Tatiane da Conceição Lopes, esposa de Celso – lavagem de dinheiro (prisão domiciliar).
Leia mais

Como funcionava o esquema, segundo o MP

As investigações indicam que os auditores Artur Neto e Marcelo Gouveia cobravam propina para acelerar e inflar ressarcimentos de créditos de ICMS devidos à Fast Shop e a outras empresas, entre elas a Ultrafarma. Os pagamentos eram feitos pela Smart Tax, empresa registrada em nome da mãe de Artur.

Leia mais

Contratos simulados e notas fiscais falsas teriam sido usados para justificar os repasses. Depois, os valores pagos em propina eram incorporados aos créditos fiscais das companhias, que ainda poderiam revender parte desses créditos a terceiros. Em 21 de agosto, Artur Neto foi exonerado da Secretaria de Fazenda e Planejamento.

Leia mais

De acordo com o MP, o auditor era o “cérebro” do esquema: coletava documentos, aprovava os pedidos, impedia a revisão interna e liberava montantes superiores aos devidos, em prazos reduzidos. A soma de propinas pagas desde 2021 ultrapassaria R$ 1 bilhão.

Leia mais

O processo criminal segue em curso na Justiça paulista.

Leia mais

Com informações de G1

Leia mais

Gostou deste story?

Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!

Esta página foi gerada pelo plugin

Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!

Portal Veredão