STF recebe inquérito sobre supostas ameaças de Nelson Tanure a gestor de fundos

A 4ª Vara Criminal Federal de São Paulo enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF), em 17 de março, um inquérito da Polícia Federal que apura denúncia de perseguição e ameaça feita pelo gestor de investimentos Vladimir Timerman contra o empresário Nelson Tanure, investigado no escândalo envolvendo o Banco Master.

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O caso agora está sob relatoria do ministro André Mendonça, que deverá decidir se o procedimento será incorporado às demais investigações já em curso na Corte sobre o esquema atribuído ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e seus aliados.

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Denúncia de coação

Fundador da gestora Esh Capital, Timerman afirma ser alvo de monitoramento em tempo real, assédio judicial e intimidação física desde que passou a acusar publicamente Tanure de atuar como proprietário oculto do Banco Master e de praticar insider trading em operações envolvendo a Alliar, além de irregularidades na construtora Gafisa.

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Em 2024, após relatar os fatos ao Ministério Público Federal, a Polícia Federal abriu investigação, mas o processo ficou parado. No último dia 16, Timerman protocolou petição manuscrita pedindo que o inquérito fosse remetido ao Supremo, alegando semelhança entre as ameaças que diz ter sofrido e o modus operandi da chamada “Turma” de Vorcaro — grupo de WhatsApp que, segundo a PF, intimidava adversários, hackeava sistemas públicos e difamava quem contrariasse os interesses do banco.

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Antecedentes do caso

Nelson Tanure, conhecido por reestruturar empresas em crise nos setores de energia, telecomunicações, petróleo, saúde, infraestrutura e mídia, foi alvo de busca e apreensão em janeiro, na segunda fase da Operação Compliance Zero. Os investigadores suspeitam de sua participação nas fraudes do Banco Master como sócio oculto da instituição, acusação que ele nega.

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Timerman levou as mesmas denúncias ao Senado em 18 de março, durante depoimento à CPI do Crime Organizado, quando classificou Tanure como “poder oculto” por trás do Master. O gestor também chamou Daniel Vorcaro de “garoto de recados” e “pau-mandado” do empresário. Vorcaro já moveu ações contra Timerman, mas foi derrotado em processos anteriores.

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Disputa judicial

Além das investigações criminais, a rivalidade gerou múltiplas ações cíveis: Tanure e pessoas ligadas a ele processam Timerman por difamação, enquanto o gestor tenta provar que foi alvo de coação. A defesa de Tanure sustenta que Timerman carece de credibilidade e reforça que o empresário “nunca foi sócio, controlador ou beneficiário” do Banco Master, mantendo apenas relações comerciais legítimas.

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Já os advogados de Timerman confirmam a existência de inquérito sobre as supostas ameaças e afirmam que seu cliente não respondia a processos criminais antes de denunciar irregularidades na Alliar, Gafisa e, posteriormente, no Master.

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Se o ministro André Mendonça decidir manter o inquérito no STF, o procedimento se somará a outras frentes de apuração que investigam:

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  • Operações fraudulentas entre o Banco Master e o Banco Regional de Brasília (BRB);
  • Uso de fundos de investimento para manipular mercado e lavar dinheiro;
  • Contratação de influenciadores digitais para atacar autoridades do Banco Central.
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Não há prazo definido para a análise do relator.

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Com informações de G1

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