A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta quarta-feira (13/03/2026) para manter a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, principal alvo do chamado “caso Master”. A decisão provoca repercussões imediatas no cenário político em Brasília.
Ministros da Corte avaliavam que, se a prisão fosse revogada, o inquérito poderia recolocar o STF no centro do debate público — situação semelhante à verificada quando o processo estava sob relatoria do ministro Dias Toffoli. Com a manutenção da ordem expedida pelo ministro André Mendonça, o tribunal entende que o caso seguirá o trâmite normal, sem novo foco de desgaste institucional.
Investigadores ouvidos pela reportagem afirmam que a permanência de Vorcaro na cadeia aumenta a possibilidade de ele negociar uma delação. Embora a defesa negue a intenção de colaborar, o temor de revelações atinge especialmente parlamentares ligados ao bloco do Centrão.
Nos bastidores, líderes do grupo político contavam com um eventual empate no julgamento da Segunda Turma, o que permitiria a soltura de Vorcaro. A expectativa, entretanto, não se confirmou, acirrando a apreensão de que novas informações venham a público.
Fontes da Polícia Federal relatam que cerca de 80% do material apreendido com Vorcaro e outros investigados já foi periciado. Com base nesses dados, operações complementares devem ser deflagradas nas próximas semanas, ampliando o clima de tensão entre agentes públicos citados nos autos.
Para integrantes do Centrão, a manutenção da prisão adia qualquer “descompressão” no processo e mantém elevada a incerteza sobre eventuais desdobramentos que possam atingir o mundo político.
Com informações de G1
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