O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta sexta-feira, 13 de março de 2026, para manter a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, proprietário do banco Master. A decisão foi alcançada após intensa movimentação nos bastidores, que envolveu pressões políticas para converter a detenção em prisão domiciliar.
Segundo fontes ouvidas pela reportagem, lideranças do Centrão procuraram ministros do Supremo alegando que uma eventual colaboração premiada de Vorcaro poderia atingir figuras políticas relevantes. A ofensiva, porém, foi classificada por um magistrado como “constrangimento” e “escárnio” diante do volume de provas reunidas pela investigação.
Dentro da Corte, o ministro André Mendonça desempenhou papel central para assegurar os votos necessários. Já alinhado a Luiz Fux, Mendonça concentrou esforços em convencer Nunes Marques a seguir o posicionamento do relator. Com a adesão de Marques, formou-se o terceiro voto que consolidou a maioria e evitou uma possível derrota que debilitasse politicamente Mendonça.
Nos bastidores, a reversão da prisão poderia respingar no senador Flávio Bolsonaro, apontado como um dos principais avalistas da indicação de Nunes Marques ao STF. A manutenção da detenção, portanto, também afasta esse potencial desgaste.
Em seu voto, Mendonça afirmou que Daniel Vorcaro integra “organização criminosa armada de elevada periculosidade”. O entendimento foi acompanhado pelos ministros Fux e Nunes Marques. O voto de Gilmar Mendes ainda não foi proferido.
Com a maioria já formada, Vorcaro permanece no sistema prisional enquanto prosseguem as investigações sobre o suposto esquema criminoso.
Com informações de G1
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