STF libera prisão domiciliar de 90 dias para Bolsonaro; apenas 0,6% dos sentenciados cumprem pena em casa no Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (24) que o ex-presidente Jair Bolsonaro deixe o presídio e cumpra prisão domiciliar por 90 dias. A decisão foi tomada após parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou a necessidade de acompanhamento médico contínuo.

Leia mais

No sistema penitenciário brasileiro, o benefício é raro. Segundo a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), dos 937.517 presos em regime fechado, apenas 5.497 (0,6%) executam a pena em casa depois da condenação. Outras 33.690 pessoas estão em prisão domiciliar provisória, antes de julgamento.

Leia mais

Motivos para a concessão

Internado em Brasília desde 13 de março com broncopneumonia, Bolsonaro deixou a UTI nesta terça e segue tratamento com antibióticos intravenosos, suporte clínico intensivo e fisioterapia. A equipe médica não informa previsão de alta, mas, quando liberado, ele deverá ir diretamente para a residência indicada à Justiça.

Leia mais

Moraes já havia negado pedidos semelhantes, argumentando que a medida é excepcional. Desta vez, considerou o laudo clínico apresentado pela defesa e o aval do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que classificou o ambiente prisional como inadequado para o quadro de saúde do ex-presidente.

Leia mais

Condenação e histórico

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Antes da sentença, chegou a cumprir prisão domiciliar, mas perdeu o direito após tentar danificar a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda.

Leia mais

Outros pedidos analisados

No mesmo processo, o STF também avaliou solicitações de réus condenados pela tentativa de golpe. O general Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, obteve prisão domiciliar com monitoramento eletrônico ao apresentar diagnóstico de Alzheimer.

Leia mais

Levantamento sobre decisões humanitárias

Até 16 de março de 2026, o STF analisou 114 pedidos de prisão domiciliar humanitária: 20 foram concedidos e 28 negados, incluindo um recurso anterior de Bolsonaro.

Leia mais

A situação na Papudinha

Desde a condenação, Bolsonaro estava no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a chamada Papudinha, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda. Ele ocupava uma sala de Estado-Maior de 64,83 m² com quarto, banheiro privativo, cozinha e área externa para banho de sol, além de acesso a equipamentos de ginástica e acompanhamento médico interno.

Leia mais

O que diz a lei

A legislação prevê prisão domiciliar humanitária para condenados com mais de 70 anos, doença grave, gestantes ou responsáveis únicos por pessoa com deficiência. Diferentemente do regime aberto, em que é permitido sair para trabalhar ou estudar, a prisão domiciliar exige permanência integral na residência, monitorada pela Justiça.

Leia mais

Não há prazo definido para que Bolsonaro deixe o hospital. Quando obtiver alta, passará a cumprir a decisão judicial em casa.

Leia mais

Com informações de G1

Leia mais

Gostou deste story?

Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!

Esta página foi gerada pelo plugin

Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!

Portal Veredão