STF inicia julgamento dos acusados de ordenar morte de Marielle Franco e Anderson Gomes

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar nesta terça-feira (24) o processo penal contra os supostos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorridos em março de 2018, no Rio de Janeiro. A sessão inaugural está marcada para as 9h, na sala do colegiado, em Brasília.

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Calendário das sessões

Além do encontro matutino, os ministros se reúnem novamente às 14h do mesmo dia. Caso a análise não seja concluída, uma terceira sessão está agendada para quarta-feira (25), às 9h.

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Quem são os réus

Respondem a processo por homicídio qualificado e tentativa de homicídio:

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• Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ);• Francisco Brazão, o “Chiquinho” Brazão, ex-deputado federal;• Rivaldo Barbosa, delegado e ex-chefe da Polícia Civil fluminense;• Ronald Paulo de Alves Pereira, ex-policial;• Robson Calixto Fonseca, ex-assessor de Domingos Brazão, conhecido como “Peixe”.

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Os irmãos Brazão e Robson Fonseca também são denunciados por organização criminosa.

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Etapas do julgamento

O rito segue o Regimento Interno do STF:

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1. O relator, ministro Alexandre de Moraes, apresenta um relatório com os principais atos do processo.2. A Procuradoria-Geral da República (PGR) tem até uma hora para sustentar a acusação — tempo que pode ser ajustado pelo presidente da Turma.3. As defesas dispõem de igual período para rebater os argumentos, sujeito à mesma flexibilização.4. Encerrados os debates, os ministros deliberam e votam; a condenação ou absolvição exige maioria simples, isto é, pelo menos três votos.

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Composição da Primeira Turma

O colegiado é integrado por:

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• Flávio Dino (presidente);• Cármen Lúcia;• Alexandre de Moraes (relator);• Cristiano Zanin.

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Participação dos réus e do público

Moraes autorizou que Domingos Brazão, Robson Fonseca, Ronald Pereira e Rivaldo Barbosa acompanhem a transmissão diretamente dos locais onde estão presos. Interessados externos podem assistir presencialmente, mediante credenciamento prévio.

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Possíveis desfechos

Se condenados, os réus terão as penas fixadas conforme o grau de participação. Em caso de absolvição, o processo será arquivado. Nas duas hipóteses cabem recursos ao próprio STF.

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Motivo do julgamento no Supremo

O caso chegou à Corte por causa do foro privilegiado de Francisco “Chiquinho” Brazão, que exercia mandato de deputado federal à época da denúncia.

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Principais pontos da denúncia da PGR

A Procuradoria sustenta que o crime foi encomendado por “promessa de recompensa e motivo torpe”, com execução que impediu defesa das vítimas e colocou terceiros em risco. Além da condenação, o Ministério Público pede perda de cargos públicos e indenização.

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• Francisco Brazão: apontado como autor da ordem de matar Marielle; integra, com o irmão e Robson Fonseca, organização criminosa armada.• Domingos Brazão: também acusado de chefiar o grupo e de participar do planejamento do homicídio.• Robson Calixto Fonseca: ex-assessor de Domingos; teria ligação com milícias e participação na quadrilha.• Rivaldo Barbosa: segundo a PGR, forneceu cobertura institucional para garantir impunidade aos mandantes.• Ronald Paulo de Alves Pereira: teria monitorado os deslocamentos de Marielle e repassado informações aos executores.

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Em 2024, Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, apontados como autores materiais dos disparos que vitimaram Marielle e Anderson, foram condenados pelo 4º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.

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O julgamento no STF retoma agora a discussão sobre a responsabilização dos supostos mandantes e colaboradores do atentado.

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Com informações de G1

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