Segunda Turma do STF mantém decisão de Toffoli e invalida atos da Lava Jato contra Paulo Bernardo

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou, em julgamento virtual, a anulação de todos os atos da Operação Lava Jato e do então juiz Sergio Moro que tinham como alvo o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo. A votação foi encerrada com placar de 3 a 2.

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O relator Dias Toffoli foi acompanhado pelos ministros Gilmar Mendes e Kassio Nunes Marques. Eles consideraram que houve suposto conluio entre o Ministério Público Federal e Moro, o que teria comprometido a imparcialidade das provas reunidas nas fases Pixuleco 1 e Pixuleco 2. Para o trio, a conduta violou o direito ao contraditório e à imparcialidade.

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Os ministros André Mendonça e Edson Fachin votaram contra a anulação. Fachin defendeu que cada processo fosse examinado individualmente, ponderando que poderiam existir elementos autônomos válidos, como colaborações premiadas.

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Decisão se estende a corréu

No voto original, proferido em 6 de junho de 2025, Toffoli também anulou atos dirigidos ao advogado Guilherme de Salles Gonçalves, corréu em ações penais relacionadas ao mesmo esquema investigado na operação Pixuleco.

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Trajetória de Paulo Bernardo

Economista, Bernardo chefiou o Ministério do Planejamento entre 2005 e 2011, nos dois primeiros mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e comandou o Ministério das Comunicações no governo Dilma Rousseff até 2015. Ele foi acusado pela Lava Jato de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, sobretudo a partir da Operação Custo Brasil, desdobramento da Pixuleco 2. Em 2016, o ex-ministro chegou a ser preso preventivamente, mas o inquérito não avançou. Em 2023, o STF já havia invalidado provas provenientes da delação da Odebrecht.

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Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom

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Contexto mais amplo

A confirmação da anulação adiciona novo revés aos processos da Lava Jato. A operação, iniciada em 2014 para investigar corrupção na Petrobras, vem sofrendo questionamentos judiciais nos últimos anos, sobretudo por alegações de abusos e parcialidade.

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Com informações de Gazeta do Povo

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