Saída de Ratinho Junior da disputa de 2026 altera cenário no PSD e projeta duelo entre Caiado e Eduardo Leite

O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), informou que não concorrerá à Presidência da República em 2026. O recuo, confirmado na noite de 23 de março, reorganiza a chamada “terceira via” e deixa o PSD com dois pré-candidatos de perfis distintos: Ronaldo Caiado, governador de Goiás, associado à direita, e Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, identificado com a centro-esquerda.

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Movimento calculado para preservar base no Paraná

Pesquisadores apontam que a decisão foi planejada para resguardar o capital político de Ratinho Junior no estado. A cientista política Letícia Mendes observa que o apoio da família Bolsonaro à eventual candidatura nacional era frágil no Paraná, o que aumentava o risco de desgaste local. Além disso, a filiação do senador Sergio Moro ao PL, como pré-candidato ao governo estadual, elevou a pressão sobre a sucessão paranaense.

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Segundo o cientista político Samuel Oliveira, Ratinho Junior optou por “manter o legado e evitar uma aventura nacional”. O governador chegou a ser sondado para a vaga de vice na possível chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) ou para concorrer ao Senado, mas preferiu concluir o mandato e focar na administração estadual.

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Caiado ganha espaço interno, mas enfrenta desafio externo

Com a desistência de Ratinho Junior, Ronaldo Caiado torna-se o nome mais visível do PSD para o Palácio do Planalto. Para Samuel Oliveira, o goiano ocupa o vácuo no partido, porém precisa conquistar eleitores que hoje orbitam em torno de Flávio Bolsonaro. Analistas lembram que Caiado tem forte ligação com o agronegócio e pode explorar o desconforto do setor com a família Bolsonaro após a tarifa de 50% imposta em 2025 pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

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Caiado também mantém proximidade com o ex-presidente Jair Bolsonaro. No início de março, participou de ato na Avenida Paulista ao lado de Flávio Bolsonaro, do governador Romeu Zema (Novo-MG) e de aliados do PL.

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Eduardo Leite mantém candidatura de centro

No outro extremo do PSD, Eduardo Leite sustenta a bandeira de centro e aposta no eleitorado moderado. Contudo, ainda não rompeu a barreira dos 3% nas pesquisas. No levantamento Quaest realizado de 6 a 9 de março com 2.004 entrevistas, Leite marcou 3% em ambos os cenários testados, atrás de Ratinho Junior (7%) e Caiado (4%). A margem de erro é de dois pontos percentuais e o registro no TSE é BR-05809/2026.

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PSD mantém plano de candidatura própria

Apesar da redução de nomes, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, divulgou nota reiterando que o partido apresentará “a melhor via” em 2026. Especialistas avaliam que a manutenção de um candidato próprio aumenta o poder de negociação da sigla em um provável segundo turno, previsto para repetir a polarização entre o presidente Lula e Flávio Bolsonaro.

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A indefinição sobre quem vai representar o PSD deve prolongar a disputa interna entre Caiado e Leite até que pesquisas e convenções partidárias sinalizem qual projeto agrega mais eleitores de centro e centro-direita.

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Com informações de Gazeta do Povo

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