Quem: Movimento rebelde houthis, do Iêmen, e Forças de Defesa de Israel (IDF).
O que: Lançamento de mísseis balísticos contra alvos militares israelenses, confirmado pelos dois lados.
Quando: Sábado, 28/3. Um dia antes, na sexta-feira, 27/3, os houthis já haviam sinalizado disposição para intervir diretamente.
Onde: O disparo partiu do território iemenita em direção a Israel; a localização exata do impacto não foi detalhada.
Como: Segundo comunicado dos houthis, a “primeira operação militar” envolveu uma “barragem de mísseis balísticos” contra “alvos militares israelenses sensíveis”. A IDF relatou ter detectado o projétil e acionado sistemas de defesa aérea para interceptá-lo.
Por quê: O grupo alinhado ao Irã afirma que suas ações são resposta à guerra na Faixa de Gaza, conflito que, de acordo com os houthis, já causou mais de 70 mil mortes palestinas.
Formados no Iêmen com a proposta de combater a influência ocidental, os houthis controlam parte do país e mantêm estreita relação com Teerã. Autoridades regionais suspeitam que o Irã forneça armamento ao movimento, treinado também pelo Hezbollah.
Desde o início da ofensiva israelense em Gaza, o grupo ganhou visibilidade ao atacar embarcações associadas a Estados Unidos e Israel nos mares Vermelho e Arábico. Na sexta-feira (27/3), o porta-voz Yahya Saree afirmou que os “dedos estão no gatilho” para uma intervenção direta, declaração concretizada com o lançamento de sábado.
A IDF não divulgou informações sobre danos ou vítimas. Os houthis, por sua vez, descrevem o alvo como “instalações militares sensíveis”. Até o momento, não há relatos independentes que confirmem a efetividade do ataque.
Com o disparo, a guerra no Oriente Médio ganha novo ponto de tensão, envolvendo atores fora dos principais frontes de combate.
Com informações de Metrópoles
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