PT pede ao TSE retirada de vídeos e adesivos de opositores por suposta propaganda antecipada

Brasília — A Federação Brasil da Esperança, que reúne PT, PCdoB e PV, ingressou nesta sexta-feira (20) com ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra opositores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por alegada propaganda eleitoral antecipada negativa.

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Os processos têm como alvos o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Palácio do Planalto, parlamentares do PL e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). A federação pede que a Corte determine a remoção de conteúdos das redes sociais.

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Vídeos com inteligência artificial

Segundo a petição, foram divulgados vídeos produzidos com inteligência artificial que satirizam o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou Lula no Carnaval. Para o PT, as peças associam o presidente, que tentará a reeleição em 2026, à criminalidade e o rotulam de “ladrão”.

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Entre os perfis que compartilharam o material estão a deputada federal Bia Kicis (PL-DF), os senadores Marcos Rogério (PL-RO) e Rogério Marinho (PL-RN), além da conta oficial do PL. Apenas na conta de Flávio Bolsonaro, o vídeo ultrapassou 1,7 milhão de visualizações, 7,6 mil comentários e 15,2 mil compartilhamentos, de acordo com a ação.

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Adesivos e outdoors

Outro ponto questionado é a distribuição de adesivos com a frase “O Nordeste está com Flávio Bolsonaro 2026”. A publicação foi feita em 15 de fevereiro pelo ex-ministro do Turismo Gilson Machado, que aparece entregando o material ao lado do senador. O PT sustenta que a prática, assim como a instalação de outdoors com caráter eleitoral, viola a lei que só permite propaganda a partir de 16 de agosto.

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Defesa do desfile

Além das ações contra opositores, o PT apresentou ao TSE defesa no processo movido pelo PL e pelo partido Missão, ligado ao MBL, que acusam a Acadêmicos de Niterói de beneficiar Lula. A legenda afirma que nem o partido nem o presidente influenciaram o enredo e que o desfile representa “legítima liberdade de expressão artística”.

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O PL alega abuso de poder político e econômico, classificando a apresentação como “apoteótica peça de marketing”, enquanto o Missão sustenta que Lula tinha conhecimento prévio da homenagem e a estimulou, citando visita de dirigentes da escola ao Palácio do Planalto em setembro do ano passado.

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Os pedidos agora serão analisados pelo Tribunal Superior Eleitoral, que pode determinar desde a retirada imediata dos conteúdos até a aplicação de multas, caso entenda que houve infração às regras de campanha.

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Com informações de Gazeta do Povo

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