Presidente da CPMI do INSS diz que leitura do relatório começa hoje e pode avançar até sábado

Brasília – O senador Carlos Viana (Podemos-MG), que preside a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, afirmou nesta sexta-feira (27) que o encerramento dos trabalhos representa o “dia da verdade” para o colegiado. A declaração foi dada após o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitar, por 8 votos a 2, uma liminar que prorrogaria a investigação por mais 60 dias.

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Com a decisão, o relatório final deverá ser votado até sábado (28). Viana assegurou que o documento, com cerca de 5 mil páginas, será lido integralmente, incluindo eventuais destaques dos parlamentares. A expectativa é de uma sessão de aproximadamente cinco horas; caso o tempo não seja suficiente, uma nova reunião poderá ser convocada para o dia seguinte.

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“O essencial é aprovarmos um texto completo e entregarmos ao país uma investigação consistente. Já identifiquei consenso em cerca de 60% do conteúdo técnico”, disse Viana, relatando conversas com líderes da base aliada e da oposição.

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Divergência sobre indiciamentos

O relator Alfredo Gaspar (União-AL) antecipou que o parecer pedirá o indiciamento de 228 pessoas em um esquema que teria desviado até R$ 40 bilhões da Previdência. Ele não incluiu, porém, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), embora as fraudes tenham ocorrido nos dois governos.

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Troca de acusações

A sessão desta sexta foi marcada por embates. Parlamentares de oposição criticaram a decisão do STF, acusando o governo de tentar proteger investigados e citando nomes como Luís Cláudio Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto. Já integrantes da base governista atribuíram a origem das irregularidades à gestão Bolsonaro, destacando autorizações concedidas a entidades associativas naquele período.

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O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) buscou relacionar o caso ao banqueiro Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master, apontando possível financiamento de campanhas do ex-presidente e de aliados. Em resposta, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou que houve “blindagem” a familiares do presidente Lula e criticou o que chamou de “conluio” entre Supremo e Executivo.

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Várias intervenções mencionaram ainda suposta “autoproteção” de ministros do STF e a autonomia da Polícia Federal nas investigações. Para Lindbergh Farias (PT-RJ), a CPMI se transformou em “circo”, enquanto a deputada Dandara (PT-MG) sustentou que o governo Lula está devolvendo recursos aos aposentados, ao contrário da gestão anterior, que teria facilitado fraudes como empréstimos consignados sem consentimento.

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Com o prazo determinado pelo STF, os parlamentares correm para concluir a leitura, debater emendas e votar o relatório até o fim do sábado.

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Com informações de Gazeta do Povo

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