PM do Tocantins lança projeto “De Homem pra Homem” para frear violência doméstica no estado

A Polícia Militar do Tocantins (PMTO) oficializou o projeto “De Homem pra Homem”, iniciativa que busca atuar diretamente com autores de violência doméstica antes que novos crimes ocorram. A estratégia chega em meio ao aumento de 53% das ocorrências relacionadas ao tema em 2025, quando o estado registrou 6.270 casos de lesão corporal dolosa no ambiente familiar e 20 feminicídios, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025.

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Demanda crescente e resposta preventiva

Em alguns fins de semana e feriados, até 70% das chamadas atendidas pelas viaturas em Palmas envolvem agressões contra mulheres. Para a PMTO, apenas prender não resolve o problema; é preciso intervir no comportamento do agressor. Com esse foco, o projeto utiliza a capilaridade da corporação para oferecer orientação e acompanhamento em vez de limitar-se à repressão.

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Como funciona o programa

O público-alvo principal são homens com Medidas Protetivas de Urgência (MPUs) ativas. Eles participam do Círculo de Responsabilidade Masculina (CRM), composto por quatro encontros que abordam:

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  • Reconhecimento dos diferentes tipos de violência;
  • Desconstrução da masculinidade tóxica;
  • Consequências legais e familiares dos atos violentos;
  • Gestão da raiva e resolução pacífica de conflitos.
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Além dos agressores, o projeto alcança a comunidade masculina em geral por meio de palestras em empresas, canteiros de obras e igrejas. Todas as atividades são realizadas com efetivo já existente, sem custos adicionais ao erário.

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Números nacionais e gargalos locais

O Conselho Nacional de Justiça aponta que as MPUs concedidas no país saltaram de 287 mil em 2020 para mais de 950 mil em 2025. O tempo médio de emissão caiu de 16 para 4 dias no Brasil, mas ainda chega a 8 dias no Tocantins, intervalo considerado crítico pelos idealizadores do programa.

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Assinado pelo tenente-coronel João Leyde de Souza Nascimento, diretor de Programas Sociais da PMTO, e pela tenente Fernanda de Cássia Martins dos Santos, comandante da Patrulha Maria da Penha em Palmas, o texto de apresentação do “De Homem pra Homem” destaca que a segurança das mulheres começa quando o agressor entende que violência é crime e não um direito.

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Com informações de Sou de Palmas

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