Governo do Rio leva ao STF plano que prevê investigação de policiais e políticos envolvidos com crime organizado

O governo do Rio de Janeiro enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um plano de segurança voltado à retomada de territórios dominados pelo crime organizado e à asfixia financeira de facções, milícias e redes ilegais de serviços básicos. A iniciativa, elaborada pela Secretaria de Segurança Pública, começará como projeto-piloto nas comunidades de Rio das Pedras, Gardênia Azul e Muzema, que concentram mais de 85 mil moradores.

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O secretário de Segurança Pública, Victor Santos, explicou que a execução está prevista para o primeiro semestre de 2026 e inclui a investigação de “mau policial” e “mau político”, sem distinção de cargo ou função. “Não haverá blindagem institucional”, afirmou em entrevista à rádio CBN.

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Enfoque financeiro

Segundo Santos, o crime organizado movimenta cifras bilionárias nas áreas escolhidas para o teste. Apenas o mercado irregular de imóveis, alugueis e rendas teria girado cerca de R$ 10 bilhões em 2025. A exploração de sinal de internet rende estimados R$ 3 milhões por mês, enquanto a venda de gás alcança R$ 4 milhões mensais. O secretário ressaltou que moradores de baixa renda acabam pagando valores mais altos por esses serviços dentro das comunidades.

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Objetivos do plano

A proposta apresentada ao STF faz parte da Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) das Favelas, que regula operações policiais no estado. Entre as metas estão:

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Imagem: Antônio Lacerda

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  • retirar o monopólio do crime sobre serviços essenciais,
  • bloquear a expansão do Comando Vermelho,
  • restabelecer a presença estatal permanente nos territórios.
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O modelo tem como referência a estratégia de reocupação territorial aplicada em Medellín, na Colômbia, e foi anunciado após a megaoperação de outubro que resultou em 121 mortos.

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Com informações de Gazeta do Povo

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