PL e União Brasil articulam para travar PEC que encerra jornada 6x1 antes das eleições

Os presidentes do PL, Valdemar Costa Neto, e do União Brasil, Antônio Rueda, iniciaram uma ofensiva para impedir que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de seis dias de trabalho por um de descanso seja votada em plenário antes das eleições municipais de 2026.

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A estratégia foi anunciada na noite de segunda-feira (23), durante jantar com empresários promovido pela Esfera Brasil, em São Paulo. Na avaliação dos dirigentes, o texto tem boa chance de aprovação por seu apelo eleitoral, o que criaria desgaste para parlamentares que se posicionarem contra.

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Rueda afirmou ser pessoalmente contrário à mudança, alegando impacto sobre custos de produção e inflação. Para evitar a votação, sugeriu “segurar” o projeto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, onde o governo pretende acelerar a tramitação.

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Valdemar reforçou a mesma linha. Segundo ele, caso a matéria chegue ao plenário, a aprovação será “muito difícil de barrar”. O dirigente pediu que o setor produtivo pressione seus deputados para conter o avanço da proposta.

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Pressão empresarial

No jantar, executivos de grandes companhias do varejo, além de empresas como Google e iFood, manifestaram preocupação com o impacto financeiro da eventual adoção da jornada 5x2. Estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que o fim da escala 6x1 poderia elevar os custos das empresas em até R$ 267 bilhões por ano.

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Prioridade do Planalto

O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) incluiu a PEC entre as prioridades do último ano de mandato. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), aliado do Planalto, prometeu indicar o relator na CCJ ainda nesta semana e trabalha para levar o tema ao plenário até maio.

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O texto em debate reúne propostas da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). A medida pretende alterar a Constituição para reduzir a jornada semanal, passando de seis dias de trabalho e um de descanso para cinco dias de trabalho e dois de descanso.

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Centrais sindicais já confirmaram que a defesa da nova escala será o eixo das celebrações do 1º de Maio deste ano.

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Com informações de Gazeta do Povo

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