Piatã, município localizado na Chapada Diamantina, Bahia, destaca-se como a sede urbana situada na maior altitude do Nordeste brasileiro. A 1.280 metros acima do nível do mar — com áreas rurais que alcançam 1.500 m, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) —, a cidade chega a registrar 1,2 °C nas madrugadas de junho e julho, com sensação térmica próxima de zero. A média anual de temperatura não supera 20 °C.
O relevo situa-se entre a Serra da Tromba e a Serra da Santana, formando um platô que resulta em microclima incomum para a região. Embora a ausência de medições padronizadas impeça a definição oficial da cidade mais fria do Nordeste, nenhuma outra sede municipal nordestina possui altitude equivalente comprovada.
Piatã é o mais antigo núcleo habitado da Chapada Diamantina. Fundada em meados do século XVII, quando garimpeiros encontraram ouro nas serras próximas, o então povoado de Bom Jesus dos Limões cresceu às margens da Estrada Real, aberta em 1725 para ligar Rio de Contas a Jacobina. Com o declínio da mineração, clima ameno e solo fértil impulsionaram o cultivo de café.
Em outubro de 2024, o café chapadense tornou-se o primeiro produto baiano a receber selo de indicação geográfica com denominação de origem. No Cup of Excellence 2022, considerado o principal concurso de cafés especiais do mundo, a Fazenda Tijuco — de Antonio Rigno de Oliveira Filho — obteve 91,41 pontos (em 100) e garantiu o primeiro lugar. O segundo colocado também saiu de Piatã. A família Rigno já havia vencido em 2009, 2014 e 2015; em 2016, produtores do município ocuparam nove das dez primeiras posições na categoria Pulped Natural.
Especialistas atribuem a qualidade do grão local à combinação de altitude, grande amplitude térmica e colheita seletiva. A maturação mais lenta concentra açúcares e compostos aromáticos, resultando em cafés com notas de melaço de rapadura, mel, frutas vermelhas e acidez equilibrada. O perfil colocou Piatã, ao lado de Carmo de Minas (MG), entre as principais origens de cafés finos do país.
Além do café, a região oferece trilhas, cachoeiras e sítios arqueológicos:
O inverno seco (junho a agosto) atrai visitantes em busca de temperaturas baixas e céu limpo; no verão (dezembro a fevereiro), chuvas são mais frequentes, porém as manhãs seguem propícias a trilhas. Temperaturas médias variam de 15 °C a 28 °C no verão e de 1 °C a 22 °C no inverno, conforme dados do Climatempo.
A distância de Piatã a Salvador é de aproximadamente 558 km, percorridos pelas BR-324, BR-242 e BA-148, em trajeto de cerca de oito horas de carro. O aeroporto mais próximo é o de Lençóis (LEC), a 200 km, com voos regulares partindo de Salvador e Confins (MG). Não há linha direta de ônibus entre Salvador e Piatã; a alternativa é seguir até Mucugê e, a partir daí, completar os 106 km restantes de táxi ou transfer.
Com altitude elevada, clima frio atípico para o Nordeste e produção de café premiada internacionalmente, Piatã consolida-se como destino turístico e polo de agricultura de excelência na Chapada Diamantina.
Com informações de Olhar Digital
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