PGR mantém programa cívico-militar de SP, mas contesta pagamento extra a PMs

A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, 27 de janeiro, no qual considera constitucional a Lei Complementar que instituiu o programa de escolas cívico-militares em São Paulo, mas aponta inconstitucionalidade no dispositivo que prevê remuneração adicional a policiais militares destacados para as unidades.

Leia mais

No documento, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, sustenta que o artigo responsável pelo pagamento de mais de R$ 6 mil mensais aos PMs, por 40 horas semanais, descumpre o artigo 113 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. O dispositivo constitucional exige estimativa do impacto financeiro e orçamentário de novas despesas obrigatórias, informação ausente no projeto encaminhado pelo governo paulista.

Leia mais

Competência da União preservada, diz Gonet

Embora questione a remuneração, Gonet defende que o programa em si não invade a competência da União para legislar sobre diretrizes e bases da educação. Segundo o parecer, a lei estadual cria um modelo de gestão compartilhada limitado a atividades extracurriculares de natureza cívico-militar, sem interferir em currículo, conteúdo ou metodologia de ensino.

Leia mais

A posição diverge do entendimento já apresentado pela Advocacia-Geral da União (AGU) e pela Defensoria Pública da União (DPU), que pediram ao STF a derrubada integral da legislação por suposta usurpação de competência federal.

Leia mais

Ação do PSol em análise

O parecer foi juntado na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7662, aberta em maio de 2024 pelo PSol, por iniciativa da deputada federal Luciene Cavalcante. O partido pede, inclusive em caráter liminar, a suspensão imediata da implementação do modelo. O ministro Gilmar Mendes, relator, ainda não apreciou o pedido cautelar.

Leia mais

O PSol alega risco de esvaziamento da ação, pois o governo paulista selecionou 100 escolas para iniciar o formato cívico-militar no retorno das aulas, previsto para o início de fevereiro, já com policiais militares atuando como monitores.

Leia mais

Com a posição da PGR, o processo pode avançar, mas não há prazo definido para o julgamento do mérito ou da medida liminar.

Leia mais

Com informações de Metrópoles

Leia mais

Gostou deste story?

Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!

Esta página foi gerada pelo plugin

Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!

Portal Veredão