PF prende banqueiro Daniel Vorcaro na terceira fase da Operação Compliance Zero

Brasília — A Polícia Federal prendeu preventivamente, nesta quarta-feira, 4 de março de 2026, o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A detenção faz parte da terceira fase da Operação Compliance Zero, investigação que mira um esquema de fraudes financeiras, corrupção e intimidação de autoridades.

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Autorização do STF

A ordem de prisão foi assinada pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF). Além de Vorcaro, outras três pessoas, entre elas o cunhado do banqueiro, Fabiano Zettel, também foram detidas.

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Esquema bilionário

Iniciada no fim de 2025, a Operação Compliance Zero busca desarticular irregularidades estruturais no Banco Master. De acordo com a investigação, a instituição mantinha balanços adulterados com ativos inexistentes, vendidos a outros bancos para mascarar prejuízos e enganar o mercado.

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Vorcaro é apontado como líder de uma organização dividida em núcleos. O grupo é suspeito de fraudes contábeis bilionárias, lavagem de dinheiro e de manter um “núcleo de intimidação”, descrito pelos investigadores como milícia privada voltada a vigiar e perseguir jornalistas, críticos e agentes públicos.

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Coincidência com CPI

A prisão ocorreu no mesmo dia em que Vorcaro e Zettel deveriam prestar depoimento na CPI do Crime Organizado. Ambos haviam obtido salvo-conduto do STF para não comparecer à comissão, o que levou analistas a interpretar a ação policial como um recado institucional diante da pressão do Congresso.

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Foro privilegiado não é alvo nesta fase

O processo tramita no Supremo devido à citação inicial de um deputado federal, mas nenhum detentor de foro privilegiado foi alvo direto desta etapa. A CPI chegou a aprovar convites para pessoas ligadas a ministros do STF por vínculos contratuais familiares com o banco, porém a atual fase concentrou-se no núcleo empresarial.

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Bloqueio de bens e possível delação

Além das prisões, a Justiça bloqueou mais de R$ 2,2 bilhões em patrimônio da família Vorcaro. Especialistas avaliam que a medida, somada à apreensão de celulares já em perícia, aumenta a pressão para que o banqueiro negocie uma delação premiada — possibilidade que pode atingir figuras influentes em Brasília.

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Por enquanto, Vorcaro permanece custodiado na superintendência da Polícia Federal à espera de audiência de custódia.

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Com informações de Gazeta do Povo

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