PF investiga vídeos da trend “caso ela diga não” e vê possível incitação à violência contra mulheres

Brasília – O delegado Flávio Rolim, chefe da Unidade de Repressão a Crimes Cibernéticos de Ódio da Polícia Federal, afirmou nesta terça-feira (10) que pelo menos 20 vídeos que simulam agressões contra mulheres foram retirados de plataformas digitais após o início de uma investigação sobre a trend “caso ela diga não”.

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Segundo Rolim, os autores dos conteúdos podem responder pelo crime de incitação à violência. “A infração inicialmente investigada é a de incitação da prática de crime, mas esse é o ponto de partida”, disse ele em entrevista à GloboNews.

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A PF analisa cada perfil individualmente para determinar o contexto e a intenção de quem publicou os vídeos. O delegado destacou que a prática se insere em um cenário mais amplo de difusão de discursos misóginos em redes sociais. “Observamos bolhas que propagam conteúdo de ódio, e há risco de jovens serem estimulados a cometer atos de violência”, afirmou.

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Rolim também ressaltou a ausência de uma tipificação criminal específica para a misoginia no ordenamento jurídico brasileiro, o que, segundo ele, cria uma “lacuna normativa”.

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Os perfis responsáveis pelos vídeos já estão sendo identificados. A maioria dos criadores é composta por homens jovens; alguns podem ser menores de idade, mas isso ainda não foi confirmado.

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Desde 2023, o Supremo Tribunal Federal entende que as plataformas têm o dever de remover conteúdos que façam apologia à violência sem necessidade de ordem judicial. O TikTok informou que excluiu os vídeos assim que foram detectados.

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Com informações de G1

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