PF encerra inquérito e descarta coação de Carla Zambelli contra STF

Brasília — A Polícia Federal concluiu que a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) não praticou crimes de coação contra o Supremo Tribunal Federal nem de obstrução de investigação ao deixar o Brasil rumo à Itália. O resultado consta do relatório final entregue na sexta-feira (19) ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes.

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Segundo o documento, as manifestações da parlamentar permaneceram “no campo da retórica” e se limitaram a publicações em redes sociais, sem repercussão concreta sobre processos penais em andamento. A PF destacou que, embora Zambelli tenha declarado repetidamente a intenção de dificultar o cumprimento de decisões judiciais, nenhuma ação efetiva foi identificada.

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Histórico do caso

Em junho, após a deputada anunciar que havia saído do país, Moraes instaurou um novo inquérito com a suspeita de que a viagem visava impedir o cumprimento de ordem de prisão expedida contra ela. Na mesma decisão, o ministro determinou o monitoramento das contas em redes sociais associadas à parlamentar.

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Zambelli já havia sido condenada a dez anos de prisão, à perda do mandato e ao pagamento de R$ 2 milhões por danos na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça. Ela nega irregularidades.

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Publicações e bloqueio de perfis

A investigação apontou que, após o bloqueio judicial de suas contas em 4 de junho de 2025, a deputada passou a utilizar perfis de terceiros para continuar se manifestando. Ela chegou a afirmar que transferiria a administração de suas redes à mãe, Rita Zambelli. A parlamentar foi presa pela polícia italiana em 29 de julho.

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Imagem: Lula Marques

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Análise de doações via Pix

O relatório também examinou uma campanha de arrecadação promovida por Zambelli. Foram identificadas 88 transferências de pelo menos R$ 500 entre 8 de maio e 5 de junho, somando movimentações de R$ 336 mil até 24 de maio. As maiores contribuições, de R$ 5 mil, partiram de pessoas físicas e jurídicas, entre elas o empresário Luciano Hang, que realizou depósito em 20 de maio.

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Com a conclusão de que não houve tentativa de coagir o STF ou interferir em investigações, o inquérito foi encerrado sem indiciamento.

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Com informações de Gazeta do Povo

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