A biomédica Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), admitiu erros relevantes em seu pré-print sobre o uso da proteína polilaminina para tratar lesões na medula espinhal. A declaração foi dada ao portal G1 em entrevista publicada neste sábado (07).
O estudo, divulgado em 21 de fevereiro de 2024 no repositório medRxiv, reúne resultados de cerca de duas décadas de pesquisas. Segundo a autora, o texto foi colocado on-line apenas para “registrar autoria”, sem passar por revisão de outros cientistas, e agora será totalmente reescrito.
Sampaio apontou três problemas centrais:
Pesquisadores independentes apontam outros pontos frágeis do trabalho:
O estudo ganhou visibilidade após o paciente Bruno Drummond, lesionado em 2018, relatar que voltou a andar após o tratamento. A divulgação motivou mais de 40 ações judiciais; até agora, 19 pessoas receberam a aplicação por decisão da Justiça, fora de ensaios clínicos controlados.
A pesquisa já atraiu R$ 100 milhões da farmacêutica Cristália e tenta aprovação em periódicos científicos de alto impacto, depois de rejeições, inclusive pela revista Nature.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, em janeiro de 2026, o início dos estudos clínicos de Fase 1 em humanos, mas os testes ainda não foram iniciados.
Com informações de Olhar Digital
Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!
Esta página foi gerada pelo plugin
Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!