Com apenas cinco deputados federais e um senador no Congresso, o Partido Novo passou a integrar de forma expressiva a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Três dos seis parlamentares da sigla assumiram vagas de titulares, e um ficou como suplente, o que representa 67% de toda a bancada.
Os titulares são o senador Eduardo Girão (CE) e os deputados Adriana Ventura (SP) e Marcel van Hattem (RS). O deputado Luiz Lima (RJ) atua como suplente. Completam a representação do partido na Câmara os deputados Gilson Marques (SC) e Ricardo Salles (SP), que não participam diretamente do colegiado.
A CPMI, instalada para investigar denúncias de desvios no sistema previdenciário, conta com 31 parlamentares entre senadores e deputados. A presidência está a cargo do senador Carlos Viana (Podemos-MG) e a relatoria, do deputado Alfredo Gaspar (União-AL), ambos da oposição.
O presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, avaliou a presença do partido como sinal de reconhecimento no Parlamento: “Isso demonstra o prestígio que o Novo tem na Casa e a capacidade de fiscalização dos nossos parlamentares”. Ele defendeu investigações profundas, “sem blindagens políticas”, e ressaltou que “alguém tem que ser punido”.
Para o líder da bancada na Câmara, deputado Marcel van Hattem, o grupo trabalhará de forma “técnica e independente”. Segundo ele, o partido apoia apurações que alcancem desde o segundo governo Dilma Rousseff até o atual mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, período em que o esquema de fraudes teria ganhado dimensão.
O senador Eduardo Girão classificou a participação como “conquista para a sociedade brasileira” e afirmou que o Novo fará “apuração sem poupar, sem blindar ninguém”.
Imagem: Reprodução
A Polícia Federal estima que o esquema de descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas desviou cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. Aproximadamente 60% desse montante teria sido movimentado por entidades sindicais e associações durante o atual governo, aumentando o impacto político da investigação.
A oposição articula para que as primeiras semanas de trabalho incluam convocações de envolvidos e quebras de sigilo. Servidores públicos, empresas e entidades acusadas de participação no esquema estão na mira dos parlamentares.
Com informações de Gazeta do Povo
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