Brasília – A detenção preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas primeiras horas deste sábado, 22 de novembro de 2025, provocou reações imediatas de parlamentares aliados. Viaturas descaracterizadas chegaram ao condomínio onde o ex-chefe do Executivo mora por volta das 6h; de lá, ele foi conduzido à Superintendência da Polícia Federal na capital federal.
O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) avaliou, na rede X, que a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes teria relação com o chamado de vigília de oração divulgado pelo senador Flávio Bolsonaro. Para Jordy, a medida seria uma tentativa de “matar Bolsonaro” e demonstraria “covardia” e “injustiça”.
Líder da Oposição na Câmara, Luciano Zucco (PL-RS) classificou a prisão como “abominável” e lembrou que o ex-presidente enfrenta complicações de saúde decorrentes do atentado a faca de 2018. Segundo o parlamentar, submeter Bolsonaro a um regime fechado seria “desumano” e qualquer agravamento de seu quadro médico sob custódia do Estado recairia sobre as autoridades.
Marcel Van Hattem (Novo-RS) afirmou, em vídeo, que a ordem de prisão confirma uma “escalada autoritária” e cobrou reação “contundente” do Congresso para conter “abusos contra a oposição”. Ele também criticou o fato de Bolsonaro cumprir prisão domiciliar com vigilância policial permanente antes da nova detenção.
Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) declarou que o ex-mandatário “nunca roubou ninguém, reduziu impostos e mesmo assim foi preso”, classificando o episódio como “a maior perseguição política da história do Brasil”. Para o deputado, se a prisão tiver sido motivada por uma convocação de oração, Moraes seria “psicopata de alto grau”.
Do mesmo partido, Caroline de Toni (PL-SC) considerou a prisão “um dos maiores absurdos” já vistos na Justiça brasileira e prometeu “lutar até o fim” contra a decisão.
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), disse ser “confuso” para qualquer observador ver Bolsonaro preso sem julgamento definitivo e acusou o Judiciário de dar “mais um golpe” nos direitos do ex-presidente.
Romeu Zema (Novo), chefe do Executivo mineiro, afirmou que a “injustiça prevalece” e descreveu a prisão como “revanchismo político” contra um opositor de 70 anos que, na avaliação dele, não oferece risco à sociedade.
Já o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), vice de Bolsonaro em 2019, declarou que a transferência do ex-presidente para a Polícia Federal mostra que “o arbítrio e a perseguição não têm fim”.
Bolsonaro foi detido por ordem do ministro Alexandre de Moraes, relator de inquéritos no STF. A motivação, segundo investigações, inclui risco de fuga, tentativa de romper a tornozeleira eletrônica e a convocação de apoiadores para uma vigília em frente ao condomínio onde residia.
Com informações de Gazeta do Povo
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