O Complexo Penitenciário da Papuda, maior unidade prisional do Distrito Federal, voltou a ser tema de discussões após a fase final dos recursos apresentados pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF). Mesmo cumprindo prisão domiciliar provisória, o ex-chefe do Executivo pode, em hipótese ainda considerada pouco provável, iniciar o cumprimento da pena em regime fechado na Papuda.
Na Primeira Turma do STF, o ministro Luiz Fux foi o único a divergir quanto aos recursos apresentados por Bolsonaro. Embora autorizado pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, a migrar para a Segunda Turma, Fux deve permanecer no colegiado responsável pelo caso. Até que o julgamento termine, aliados articulam para manter o ex-presidente em casa.
Ao longo de sua história, a Papuda recebeu governadores, ministros, parlamentares e outros agentes públicos investigados ou condenados, principalmente por corrupção. Entre os nomes mais conhecidos estão:
O presídio também abrigou manifestantes detidos pelos atos de 8 de janeiro de 2023. O episódio mais emblemático foi a morte, após mal súbito, do empresário baiano Cleriston Pereira da Cunha, conhecido como “Clezão”.
Se Bolsonaro for transferido, será o primeiro ex-presidente a ingressar no complexo desde a redemocratização. Até hoje, Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu 580 dias na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba; Michel Temer passou quatro noites na sede da PF no Rio de Janeiro; e Fernando Collor de Mello iniciou pena no presídio Baldomero Cavalcanti, em Maceió, antes de obter prisão domiciliar.
Segundo informações publicadas pelo jornal O Globo, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, avalia que Bolsonaro deve continuar em casa, onde as visitas são controladas pelo ministro Alexandre de Moraes. Para Valdemar, uma eventual ida à Papuda recolocaria o ex-presidente no centro das atenções políticas.
Imagem: Valter Campanato
O vereador paulistano Adrilles Jorge (União Brasil) afirma que Bolsonaro “já está preso” por estar incomunicável em casa, enquanto a deputada Rosana Valle (PL) diz que a militância reagiria com indignação diante de uma transferência para a cadeia.
O advogado Arthur Rollo compara o caso de Bolsonaro ao de Fernando Collor, que também possui condenação definitiva e cumpre pena domiciliar por problemas de saúde. Na avaliação do jurista, o ex-presidente atende aos requisitos para permanecer em regime domiciliar, mas qualquer violação às regras impostas pelo STF poderia resultar em encarceramento.
Com informações de Gazeta do Povo
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