O ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão, voltou a ser internado em Brasília após apresentar febre e queda na saturação de oxigênio enquanto cumpria pena na ala destinada a presos especiais do Complexo Penitenciário da Papuda, conhecida como “Papudinha”.
Segundo relato da equipe de saúde do presídio, Bolsonaro sofreu uma crise de soluço na noite de quinta-feira. A médica Ana Cristina Neves realizou avaliação às 20h40, quando o ex-presidente se encontrava lúcido, com respiração normal e boa aceitação da dieta. Ele se queixou de náuseas e tremores por volta das 2h da madrugada de sexta-feira.
Às 6h45, os profissionais mediram temperatura de 38,7 °C e saturação de 82%. O paciente recusou medicação intravenosa e tomou três medicamentos por via oral: um antitérmico, outro para enjoo e um terceiro para acelerar o esvaziamento gástrico. A febre subiu e a saturação chegou a 86%, levando à administração de oxigênio suplementar.
A remoção emergencial foi solicitada às 7h45 e confirmada pelo médico particular Brasil Caiado. A ambulância deixou a Papuda às 8h22, chegando ao hospital DF Star às 8h55. Os exames indicaram broncopneumonia bacteriana por aspiração, infecção causada pela entrada de saliva, alimentos ou líquidos nos pulmões. Bolsonaro foi internado na UTI e, de acordo com boletim médico, se recupera sem previsão de alta.
A frequência das internações reacendeu a discussão sobre onde o ex-presidente receberia melhor assistência: em casa, sob cuidados da família, ou na Papudinha. No presídio, há atendimento médico 24 horas, ambulância permanente e escolta para deslocamentos de emergência. Em ambiente domiciliar, a segurança e a estrutura de saúde dependeriam de logística adicional, o que elevaria custos para o Estado.
Desde o atentado a faca em setembro de 2018, Bolsonaro passou por nove cirurgias e dezenas de internações, principalmente por obstruções intestinais e aderências abdominais. A sucessão de complicações levou o senador Flávio Bolsonaro a declarar, no sábado, que o pai “escapou por pouco” ao ser transferido da Papuda para o hospital.
Dados do Conselho Nacional de Justiça apontam que 112 mil presos morreram no sistema carcerário brasileiro entre 2017 e 2021, 62% deles por doenças como insuficiência cardíaca, infecção generalizada, pneumonia e tuberculose.
Bolsonaro segue em observação no DF Star, enquanto a Justiça avalia se ele retornará à Papudinha ou ficará em prisão domiciliar após a alta.
Com informações de Metrópoles
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