Paciente de 62 anos pode perder parte das nádegas e família aponta negligência no Hospital de Base do DF

O autônomo José Marques Barbosa, 62 anos, corre risco de amputar parte das nádegas após período de internação no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). Parentes atribuem o quadro à permanência prolongada na mesma posição e alegam falhas no atendimento prestado pela unidade.

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De acordo com o filho, Ilton Costa Marques, 37, Barbosa foi atropelado por uma motocicleta e deu entrada no HBDF em 20 de janeiro de 2026 com diagnóstico de traumatismo craniano. Mesmo apresentando fraturas na clavícula e em três costelas, recebeu alta em 3 de fevereiro sem prescrição de analgésicos, apenas de calmante.

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Retorno ao hospital e agravamento do quadro

No dia seguinte, o paciente passou mal e foi levado à UPA do Riacho Fundo II, onde exames indicaram plaquetas muito baixas e pneumonia que comprometia cerca de 80% do pulmão. A unidade optou por transferi-lo de volta ao HBDF em 4 de fevereiro. Segundo a família, o prontuário não foi localizado na chegada e a nova internação só ocorreu quase 14 horas depois.

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Barbosa ficou na Unidade de Cuidado Intensivo (UCI), foi intubado e contraiu uma bactéria considerada agressiva. Familiares relatam más condições de higiene, sangramentos diários e um acesso venoso escurecido na perna.

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Transferência para Sobradinho

Com apoio do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT), o paciente foi transferido em 24 de fevereiro para o Hospital Regional de Sobradinho (HRS), onde permanece em cuidados intensivos. Ele precisa de diálise diária, apresenta comprometimento de pulmões, rins, fígado e segue infectado pela bactéria.

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Além da possível amputação de parte das nádegas, Barbosa necessita de cirurgia de reconstrução facial em decorrência das lesões do atropelamento.

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Posicionamento das autoridades

O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), responsável pelo HBDF, informou em nota que o paciente passou por exames, inclusive tomografia de crânio, sem indicação cirúrgica, e recebeu alta em 3 de fevereiro sem sinais de infecção. O instituto negou perda de prontuário, explicando que foram encontrados dois cadastros sem prejuízo à assistência, e garantiu que Barbosa teve acompanhamento médico durante toda a internação.

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Já a Secretaria de Saúde do DF confirmou que o paciente está no HRS desde 24 de fevereiro sob monitoramento intensivo. Segundo a pasta, a necessidade de amputação será avaliada pelas equipes especializadas quando o quadro clínico permitir.

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A família, entretanto, insiste na denúncia de negligência. “Meu pai ficou todos esses dias no Base sem os cuidados necessários”, declarou Ilton.

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Com informações de Metrópoles

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