Histórias de Ananás, Pugmil e Lagoa da Confusão revelam como surgiram nomes inusitados no Tocantins

Palmas — Três municípios do Tocantins carregam denominações que despertam curiosidade de quem passa pela rodovia ou consulta o mapa do estado. Entrevistas feitas com representantes locais detalham como fatores naturais, equipamentos de obra e dificuldades geográficas resultaram nos nomes Ananás, Pugmil e Lagoa da Confusão.

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Ananás: fruto silvestre batizou a cidade

No extremo norte do Tocantins, Ananás contabiliza 10.325 habitantes, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o secretário de Administração, Acilon Rodrigues de Oliveira, o nome surgiu por volta de 1903, quando a família de José Honorato da Cruz se instalou na região e encontrou grande quantidade de um fruto nativo semelhante ao abacaxi, conhecido como ananás. A propriedade foi chamada de Fazenda Ananás, denominação que acabou adotada pelo povoado e, posteriormente, pelo município. Hoje, um enorme abacaxi de concreto domina a praça central e lembra essa origem.

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Pugmil: máquina de cascalho virou referência

Às margens da BR-153, Pugmil abriga cerca de 2.776 habitantes (IBGE 2020). Conforme a vereadora Elizete Batista Viana, o termo começou a ser usado entre 1971 e 1973, período de terraplanagem na rodovia, quando uma máquina estrangeira para moer cascalho — denominada “Pugmill” — passava o dia no acampamento de operários. A presença constante do equipamento levou trabalhadores a identificar o local como “Pugmil”. O nome permaneceu quando o distrito foi elevado a município, em 1994, e segue presente em eventos culturais que reforçam a memória da comunidade.

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Lagoa da Confusão: geografia complicada deu origem ao nome

Localizada no sudoeste tocantinense, Lagoa da Confusão conta com população estimada em 16 mil pessoas (2024). De acordo com Wesley Cavalcante, do setor de Relações Institucionais da prefeitura, o nome remete às primeiras décadas do século XX, quando famílias pioneiras enfrentavam brejos, áreas alagadas e trilhas pouco definidas. A mistura de rios, lagoas e pântanos provocava “confusão” em moradores e viajantes, expressão que acabou oficializada. Relatos populares também mencionam formações rochosas que parecem mudar de lugar conforme o ângulo de quem observa. Projetos das secretarias municipais de Educação, Turismo e Cultura utilizam essas histórias para valorizar o patrimônio natural da lagoa.

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Os três exemplos mostram como aspectos do cotidiano, do trabalho e da paisagem se transformaram em identidade para cada município tocantinense.

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Com informações de G1 Tocantins

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