Parlamentares de partidos de oposição ingressaram nesta segunda-feira (9) com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo que a Corte determine, em caráter liminar, a criação imediata da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar o Banco Master.
No documento, os deputados e senadores afirmam que o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), comete “omissão inconstitucional” ao não ler em plenário o requerimento de instalação do colegiado, protocolado em 3 de fevereiro de 2026.
Os autores do pedido — Bia Kicis (PL-DF), Kim Kataguiri (União-SP), Marcel van Hattem (Novo-RS), Eduardo Girão (Novo-CE), Rogério Marinho (PL-RN) e Cabo Gilberto Silva (PL-PB) — sustentam que a solicitação cumpre os três critérios constitucionais para abertura de CPI: assinatura de ao menos um terço dos membros do Congresso, fato determinado e prazo certo.
A CPMI pretende apurar irregularidades que, segundo os parlamentares, ultrapassam R$ 12,2 bilhões, envolvendo manipulação contábil, falsificação de contratos e criação de ativos inexistentes. O grupo também quer investigar uma possível manobra para transferir passivos do Banco Master ao Banco Regional de Brasília (BRB), o que colocaria em risco recursos públicos e fundos de previdência de servidores.
Constam ainda no pedido de investigação:
Os oposicionistas solicitam que o processo seja distribuído ao ministro André Mendonça, já relator de ações ligadas ao caso Master. Eles citam como precedente a decisão do STF que, em 2021, determinou a instalação da CPI da Covid, argumentando que, uma vez cumpridos os requisitos, a criação da comissão é ato obrigatório.
Na petição, os parlamentares alegam urgência, afirmando que a demora pode favorecer a destruição de provas e a ocultação de patrimônio. Também destacam que a investigação parlamentar complementa a esfera penal, alcançando eventuais responsabilidades políticas e falhas regulatórias.
A Polícia Federal investiga o banco na Operação Compliance Zero, cuja fase mais recente resultou em nova prisão de Daniel Vorcaro, dono da instituição. A ação no STF envolve as mesmas pessoas e provas reunidas pela corporação.
Não há prazo para que o Supremo se manifeste sobre o pedido de liminar.
Com informações de g1
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