Direita celebra mobilização em 70 cidades por anistia e impeachment de Alexandre de Moraes

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro comemoraram, neste domingo (3), a presença de dezenas de milhares de pessoas em manifestações contra o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os atos ocorreram em pelo menos 20 capitais e, segundo o senador Rogério Marinho (PL-RN), chegaram a cerca de 70 cidades em todo o país.

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Principais praças

As maiores concentrações foram registradas em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Belém, Campo Grande e Porto Alegre. Na Avenida Paulista, o público superou o da última mobilização, realizada em 29 de junho.

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Bolsonaro ausente, mas presente por telefone

Impedido de participar por medidas cautelares impostas pelo STF — tornozeleira eletrônica, recolhimento noturno e aos fins de semana e veto ao uso de redes sociais — Bolsonaro acompanhou parte do ato paulistano por chamada realizada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). Pela ligação, o ex-presidente afirmou: “É pela nossa liberdade, pelo nosso Brasil. Sempre estaremos juntos”.

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Pautas no Congresso

Com a retomada dos trabalhos legislativos nesta segunda-feira (4), a oposição pretende usar a mobilização para pressionar a Câmara a votar o projeto que concede anistia aos presos de 8 de janeiro de 2023 e, no Senado, avançar com pedidos de impeachment de Moraes. Nikolas anunciou que protocolará, ainda nesta semana, o 30.º pedido contra o ministro.

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Na Câmara, deputados como Caroline de Toni (PL-SC) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) cobraram do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), a inclusão da anistia na pauta. Motta foi alvo de faixas na Paulista que o chamavam de “inimigo da nação”.

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Ausência de governadores

Governadores apontados como potenciais candidatos à Presidência em 2026 não compareceram. Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) passou por um procedimento de radioablação de tireoide no Hospital Albert Einstein, com alta prevista para a própria noite de domingo. Romeu Zema (Novo-MG) não justificou a ausência. Ronaldo Caiado (União-GO) alegou compromissos externos e Ratinho Júnior (PSD-PR) informou estar em viagem pelo interior do estado.

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Organizador do ato em São Paulo, o pastor Silas Malafaia criticou o grupo: “Cadê aqueles que dizem ser a opção no lugar de Bolsonaro? Era para estarem aqui!”. Para ele, os ausentes “têm medo do STF”.

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Imagem: Wesley Oliveira via gazetadopovo.com.br

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Demais destaques

No Rio, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) conduziu o ato ao lado de um boneco em tamanho real do pai e reproduziu outra chamada telefônica com o ex-presidente. Em Brasília, a deputada Bia Kicis (PL-DF) e o senador Izalci Lucas (PL-DF) lideraram o protesto em frente ao Congresso. Já em Belém, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro discursou contra o governo Lula e afirmou que o presidente “faz aliança com comunistas e ditadores”.

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Segundo parlamentares oposicionistas, a pressão popular também foi turbinada pela inclusão de Alexandre de Moraes na lei Magnitsky pelos Estados Unidos, medida atribuída ao governo do republicano Donald Trump.

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Com o fim dos atos, a oposição aposta na retomada do calendário legislativo para avançar as pautas de anistia e impeachment, enquanto líderes religiosos e políticos avaliam repetir mobilizações nas próximas semanas.

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Com informações de Gazeta do Povo

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