A Operação Mulher Segura 2026, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública, encerrou suas atividades no Tocantins com 81 prisões em flagrante e a solicitação de 40 Medidas Protetivas de Urgência (MPUs). A ação ocorreu de 19 de fevereiro a 5 de março e contou com a participação de 129 policiais, alcançando 48 municípios, entre eles a capital, Palmas.
Conduzida no Estado pela Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP-TO), a operação realizou 65 diligências destinadas ao atendimento de vítimas e à responsabilização de suspeitos de violência de gênero. Além dos flagrantes, foram cumpridos quatro mandados de prisão relacionados a crimes contra mulheres.
O secretário de Estado da Segurança Pública, Bruno Azevedo, destacou que a mobilização foi planejada para reforçar o enfrentamento aos crimes de violência de gênero durante o mês dedicado às mulheres. Ele lembrou que a denúncia é fundamental para permitir a atuação rápida das forças de segurança.
Na avaliação da delegada Fernanda de Siqueira Correia, titular da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª DEAM) de Palmas, a presença policial em comunidades ajuda a orientar vítimas e a sociedade sobre a importância de informar casos de agressão.
Paralelamente às medidas repressivas, a operação promoveu 75 atividades de prevenção e conscientização, como campanhas informativas, rodas de conversa e apresentações. As iniciativas alcançaram 12.473 pessoas de forma presencial, além de público adicional nas redes sociais.
O delegado Anderson Casé, diretor do Sistema Integrado de Operações (SIOP) e responsável pelas ações educativas, ressaltou a integração entre instituições para disseminar informações sobre direitos das mulheres, tipos de violência e canais de denúncia, entre eles o Disque 180, disponível 24 horas.
A Operação Mulher Segura reuniu equipes da SSP-TO, Polícia Civil, Polícia Militar, Centro Integrado de Comando e Controle (CICC/TO) e Secretaria de Cidadania e Justiça (Seciju), por meio da Polícia Penal. A iniciativa faz parte de uma estratégia nacional que busca ampliar a prevenção, garantir resposta rápida às ocorrências e fortalecer a rede de proteção às vítimas.
Com informações de Sou de Palmas
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