O recém-empossado administrador da NASA, Jared Isaacman, declarou à emissora CNBC nesta sexta-feira (26) que os Estados Unidos devem pousar novamente na Lua ainda durante o segundo mandato do presidente Donald Trump. O pronunciamento é um dos primeiros desde a confirmação de Isaacman pelo Senado, em 18 de dezembro de 2025.
Segundo o executivo, uma diretriz assinada por Trump logo após a posse do novo administrador recolocou o programa lunar no centro da política espacial norte-americana. Isaacman argumenta que a presença permanente no satélite natural é decisiva para consolidar uma “economia orbital” com benefícios científicos, industriais e de segurança nacional.
A tramitação de Isaacman no Congresso foi marcada por idas e vindas. Inicialmente indicado em dezembro de 2024, o nome foi retirado em maio de 2025 após questionamentos sobre ligações anteriores do empresário; em novembro, Trump voltou a indicá-lo e o Senado aprovou a nomeação.
A posse ocorreu no Eisenhower Executive Office Building, em Washington, com juramento conduzido pelo juiz federal Timothy Kelly e presença dos pais do administrador, Donald e Sandra Marie Isaacman.
Empreendedor do setor aeroespacial e comandante da missão civil Inspiration4 da SpaceX em 2021, Isaacman assume a agência em um período de ampliação de contratos com empresas privadas, entre elas SpaceX, Blue Origin e Boeing, integrantes da campanha Artemis.
O orçamento da NASA ganhou reforço de US$ 9,9 bilhões graças ao One Big Beautiful Bill Act, aprovado no início deste ano. Os recursos sustentam o cronograma que prevê:
Imagem: Bill Ingalls NASA
Isaacman destacou que SpaceX e Blue Origin desenvolvem veículos de grande porte capazes de realizar transferência criogênica de propelente em órbita, tecnologia considerada essencial para missões frequentes e de menor custo. “Isso nos permitirá ir e voltar da Lua com regularidade e preparar voos a Marte”, afirmou à CNBC.
O administrador defende a construção de uma base lunar permanente para testar reatores nucleares, ampliar pesquisas e viabilizar atividades econômicas, como a mineração de recursos – entre eles o Hélio-3, apontado como possível combustível para usinas de fusão no futuro.
Com a nova estratégia, a NASA busca transformar a Lua em plataforma de presença contínua dos Estados Unidos, fortalecendo a liderança do país na exploração espacial.
Com informações de Olhar Digital
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