O Mobile World Congress (MWC) 2026 chegou ao fim na quinta-feira, 5 de março, em Barcelona, Espanha, reunindo mais de 2,9 mil expositores. A feira consolidou a passagem do mercado de dispositivos móveis para a chamada “IA física” — integração de inteligência artificial em componentes de hardware — e destacou soluções dobráveis, modulares e robóticas que dispensam telas tradicionais.
Motorola e Lenovo dividiram o estande para apresentar produtos focados em flexibilidade. A Motorola exibiu o Razr Fold, seu primeiro modelo dobrável em formato de livro, e o smartphone Edge 70 Fusion. Também levou o concept Motorola Adaptive Display, celular com tela que pode ser enrolada no pulso.
Já a Lenovo mostrou o Modular AI PC, protótipo da linha ThinkBook com tela secundária destacável que pode ser encaixada na traseira, na base — substituindo o teclado — ou usada separadamente. O equipamento possui portas USB-C e HDMI que aceitam troca a quente.
No segmento de jogos, a empresa apresentou o Legion Go Fold, dispositivo portátil cuja tela expande de 7,7 para 11,6 polegadas, funcionando como tablet gamer ou notebook ultracompacto quando conectado a um teclado.
A Honor lançou a série Magic V6 com 8,75 mm de espessura fechada, bateria de 6.660 mAh e brilho interno de até 5.000 nits em HDR, superando concorrentes como o Galaxy Z Fold 7.
Entre os conceitos, o Tecno Atom (ou Modular Phone) chamou atenção pelo corpo de 4,9 mm que aceita módulos magnéticos de bateria, câmera com zoom óptico de 3× ou sensores maiores.
Completa a lista o Oukitel WP63, smartphone reforçado com bateria de 20.000 mAh e ignitor embutido para acender fogueiras ou cigarros.
Honor também figurou na área de robótica ao exibir um conceito de celular robótico com motores internos e gimbal para movimentos autônomos da câmera, além de apresentar um robô humanoide capaz de executar moonwalk e tentativas de mortal.
A AgiBot levou uma linha completa de humanoides: a família A2 para recepção e a X2 para entretenimento. A empresa lançou ainda o modelo de negócios Robot as a Service (RaaS), oferecendo aluguel diário a partir de 899 euros (cerca de R$ 5,5 mil) em 17 países.
Outro destaque foi o ZTE iMoochi, pet robótico de IA com cobertura de pelúcia e olhos OLED, projetado para terapia e companhia. O dispositivo interpreta falas humanas e responde com movimentos e sons, mas não conversa verbalmente.
Nos wearables, os óculos Alibaba Qwen Glasses S1 trouxeram tradução instantânea em visor leve. A Scople demonstrou um broche com IA capaz de analisar emoções alheias por imagem e áudio. Já a Xpaneco apresentou lentes de contato inteligentes que monitoram glicose nas lágrimas e oferecem recursos básicos de realidade aumentada.
Entre os anúncios paralelos, o Leica Leitzphone (fabricado pela Xiaomi) incluiu anel mecânico ao redor das câmeras para controle manual de zoom, abertura e foco. O Clicks Communicator reviveu o teclado físico QWERTY com atalhos e trackpad. A Ericsson finalizou a primeira sessão de pré-padrão 6G via rádio, mirando conectividade com IA nativa e suporte a satélite a partir de 2030.
Fora do pavilhão principal, a Apple conduziu eventos em Londres e Nova York para revelar o iPhone 17e, novos iPad Air com chip M4 e MacBooks Neo, Air e Pro. A Samsung manteve foco no Galaxy S26 Ultra e em recursos de privacidade para telas. Já a Xiaomi reforçou o ecossistema Human × Car × Home, conectando o smartphone Xiaomi 17 a veículos elétricos e automação residencial por meio do HyperOS.
Com o encerramento da edição de 2026, o MWC consolidou a tendência de integrar inteligência artificial diretamente ao hardware e abriu espaço para dispositivos modulares, dobráveis e robôs prontos para uso comercial.
Com informações de Olhar Digital
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