MPRJ pede ao STF suspensão de investigação aberta por Nicolao Dino sobre ações policiais no Rio

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) protocolou em 14 de novembro de 2025 um ofício ao ministro Alexandre de Moraes, no Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando a suspensão imediata de um procedimento instaurado pelo Procurador Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), Nicolao Dino, irmão do ministro da Justiça, Flávio Dino.

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O procedimento do Ministério Público Federal (MPF) busca apurar e responsabilizar policiais por supostas violações de direitos humanos no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) das Favelas. Para o MPRJ, a iniciativa fere decisão do próprio STF na ADPF 635, que atribuiu exclusivamente ao órgão estadual o controle externo das atividades policiais civis e militares no Rio de Janeiro.

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Assinado pelo procurador-geral de Justiça Antonio José Campos Moreira, o documento afirma que a atuação do MPF teria o “propósito de criar verdadeira atribuição federal universal” em matéria de segurança pública no estado, configurando “flagrante usurpação” de competência do Ministério Público fluminense.

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Argumento do PFDC

Nicolao Dino sustenta que seu procedimento visa acompanhar a implementação das diretrizes fixadas pelo STF na ADPF das Favelas, bem como obrigações assumidas pelo Brasil perante o Sistema Interamericano de Direitos Humanos. Ele menciona, ainda, os desdobramentos da Operação Contenção, realizada recentemente no Rio.

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Voto de Moraes citado

No ofício enviado a Moraes, o MPRJ recupera trecho do voto proferido pelo ministro na ADPF 635. Na ocasião, Moraes declarou que o controle externo da atividade policial no Rio cabe ao Ministério Público estadual, alertando que a transferência dessa atribuição ao MPF violaria a autonomia do estado.

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Imagem: Marcelo Camargo

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O pedido aguarda análise do Supremo Tribunal Federal.

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Com informações de Gazeta do Povo

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