O regime especial de tributação destinado a atrair data centers para o Brasil deixou de valer nesta quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026, após o Senado não colocar em votação o projeto de lei que daria continuidade ao incentivo. A proposta já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados.
A medida substituía uma Medida Provisória editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2025. Como o texto não foi apreciado pelos senadores dentro do prazo constitucional, a MP perdeu eficácia e o benefício fiscal foi automaticamente encerrado.
Em Brasília, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), classificou a iniciativa como questão de “soberania digital” e afirmou que buscará um entendimento com os presidentes da Câmara e do Senado para reativar o programa. “Se o Congresso quiser, vamos encontrar um caminho para restabelecer”, declarou, reconhecendo que o processo jurídico “não é simples”.
O projeto criava o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (REDATA). Para ter direito aos incentivos, as companhias precisariam:
Segundo Haddad, a instalação de data centers no território nacional evitaria o envio de informações sensíveis ao exterior e poderia atrair “bilhões de reais” em investimentos. Ele ressaltou, no entanto, que qualquer nova proposta deverá respeitar as restrições impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que limita a concessão de benefícios tributários.
Sem a votação no Senado, o governo volta a estudar alternativas legais para reintroduzir o incentivo, mas depende de acordo político entre as duas Casas do Congresso.
Com informações de G1
Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!
Esta página foi gerada pelo plugin
Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!